CAPÍTULO 10

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NICOLA

Caique me abraça forte como se quisesse me proteger e eu realmente me sinto protegida em seus braços.

_ Desculpa Nicola.

_ Porque ta me pedindo desculpas?

Saio do seu abraço e olho pra ele.

_ Fui um idiota com você, falei coisas horríveis, te julguei de uma maneira cruel. Não consigo nem imaginar tudo que passou praticamente sozinha, e agora ter que ser julgada por ser mãe tão cedo, estou me sentindo horrível.

_ Não se sinta, você não sabia de nada, maa está certo em dizer que foi horrível porque realmente foi, ele me violou de uma maneira absurdamente cruel, sequer se importou com a minha dor ou com proteção, mas apesar das circunstâncias, não tenho vergonha nenhuma de ser mãe, meu filho não tem culpa de nada, eu sei que ele é tão vitima assim como eu, não sei se um dia terei coragem de contar isso a ele.

_ Você dará um jeito, é a garota mais forte que ja conheci, e uma ótima mãe, seu filho é muito bem educado, eu apesar do pouco tempo que conheço vocês, gosto dele. É uma criança adorável.

Eu sorrio orgulhosa.

_ Ele é a minha vida, eu o amo mais do que tudo.

Ele me olha intensamente e coloca uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

_ Quem foi o filho da puta que te violentou?

Eu me retraio assustada com a pergunta, não quero ter que ficar me lembrando dele, o que aconteceu hoje ja me deixou bastante abalada.

_ Caique eu... não gosto nem de pronunciar o nome dele... ele me destruiu.

_ Não, ele não conseguiu fazer isso. Você é uma mulher linda, uma mãe maravilhosa, mas se esse desgraçado estiver solto, ele pode sim destruir a vida de alguém, isso se ja não o fez. Eu preciso que você me diga quem é ele, tenha certeza que a justiça será feita.

Eu tenho consciência que Otávio pode fazer mais vítimas, mas não queria ser eu a passar pela humilhação de depor contra ele, fora que nesse país não tem justiça, a idéia dele querer reivindicar seus direitos de pai me apavora.

_ Eu tenho medo... o meu filho...

_ Você tá com medo que esse monstro se aproxime de você e seu filho? Te prometo que isso não irá acontecer, antes disso eu acabo com a vida miserável dele.

Olho espantada pra ele.

_ Teria coragem de matar ele?

_ Se eu tenho coragem de matar um lixo desprezível que estupra meninas de catorze anos? Coragem não tenho, eu tenho é prazer.

Eu fico olhando incrédula pra ele que fala que mataria Otávio com uma naturalidade impressionante e é nítido que ele não está blefando.

_ Está com medo de mim?

Eu penso na pergunta e respondo o que está no meu coração, olho nos lindos olhos azuis dele e consigo ver que ele nunca me faria mal, muito pelo contrário, me sinto segura, protegida perto dele.

_ Não. Eu não tenho medo de você.

Ele parece suspirar aliviado e me olha intensamente, coloca meu cabelo atrás da minha orelha novamente e se aproxima de mim mirando a minha boca. Ele vai me beijar? Sim, eu não estou acreditando.

Devagar ele se apossa da minha boca de uma maneira que queima o meu corpo inteiro, penso em empurra_lo pra longe mas simplesmente não consigo, eu quero esse beijo, parece que eu estava esperando por ele desde quando conheci o Caique.

POR VOCÊ Histórias para pegar e não largar. Descubra agora