Ocupado Sendo Seu

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Um capítulo suuuuuper longo como pedido de desculpas pela demora, quem amou??
Acho que a reta final do livro tá me deixando sentimental, gente, não tô pronta pra me despedir deles, mas espero que gostem desse capítulo meio gigante e lembrem de dar estrelinha e comentar bastaaaante❤️

Amo vocês.

**Mel Narrando**

Fiquei em silêncio, tentando absorver as informações enquanto ela continuava.

—Ele... —Charlotte se interrompeu, engolindo em seco. —Ele não soube que eu estava lá até acordar, um minuto antes de você nos encarar por aquela porta. —deu de ombros. —Eu estava acordada, sabia? Eu estava acordada e consegui espiar a briga de vocês pela janela. —me fitou, mordendo o lábio inferior. —Por alguns segundos, me arrependi do que tinha feito.

Suspirei, lembrando daqueles momentos e de tudo o que havíamos dito um pro outro. Lembrando da dor em meu peito ao me deparar com os dois no quarto.

—Mas então me lembrei pelo quê eu a culpava, e achei que aquilo, aquela moeda que o destino...que eu roubei de você, havia sido um preço justo a se pagar. —a loira deixou os braços caírem ao lado do corpo, no banco. —Ele ficou por alguns minutos lá, na calçada, encarando o ponto onde o carro estava segundos, minutos, horas antes. —deu de ombros outra vez, alheia ao emaranhado de emoções que escalava minha garganta no momento. —Eu não saberia, saí assim que tive a oportunidade. —Charlotte pigarreou, fitando as próprias mãos enquanto seus pensamentos a levavam para outro lugar. —Mas me perguntei se, na noite anterior, quando ele disse que nunca conseguiria se perdoar... me perguntei se estava falando a verdade.

Ela me encarou e, não pela primeira vez na noite, me vi sem reação. Pensei em tudo o que havíamos passado e não soube o que sentir com suas confissões, suas mudanças de humos e as novas descobertas jogadas naquela noite.

—Me perdoe. —pediu.

Engoli em seco.

—Ele sabe? —questionei, com medo da resposta. Ela assentiu.

—Contei a ele, ou melhor, a eles, essa manhã.

E então eu soube o que Samuel queria me falar mais cedo.

Me levantei, sem me importar com despedidas, e voltei para a festa. Passei pelas portas que ofereciam passagem de volta à casa e atravessei o mar de corpos suados outra vez, a garrafinha de água intocada em minhas mãos.

Encontrei meus amigos no ponto em que estavam antes, perto da parede, e meu irmão logo se aproximou de mim.

—Ei, tá tudo bem? —Samuel perguntou, analisando meu rosto com cuidado. Talvez fosse um indício de que minha expressão não estava das melhores. —Você demorou demais, acabei tentando te achar mas não consegui. —a testa dele, franzida com o que quer que tivesse visto em meu rosto, formou um vinco. —Fiquei preocupado. —ele segurou uma das minhas mãos, me fazendo assentir em sinal de que estava ouvindo um segundo antes dos meus olhos percorrerem a multidão.

Ele não estava ali. Não estava em lugar algum.

Sammy segurou meu rosto com as mãos, guiando meu olhar em direção ao seu com carinho.

Está tudo bem? —perguntou outra vez, e me forcei a parar por um segundo.

—Tudo certo, não é nada, não se preocupe. —assegurei. —Onde ele está?

Não precisei falar seu nome.

Samuel ficou confuso com a pergunta, me analisando outra vez, antes de soltar meu rosto com um suspiro.

O Meu Destino (Livro 2)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora