48 - Russian Roulette

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Hiiiii, como vocês estão?

Vim lembrar que a partir desse capítulo o flashback acaba, já vamos voltar pra quando a Cheryl vai no covil da Toni e afins, e também pra pedir pra vocês ouvirem Russian Roulette durante o capítulo inteiro. Acho que é isso, aproveitem e comentem bastante pra eu tentar voltar mais rápido <3

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Cheryl Blossom POV

Foi de longe o melhor sexo da minha vida, a forma como Toni me toca, a intensidade em que nossos corpos se movem, a facilidade com que minha pele se arrepia, tudo me deixa assustada, eu tenho medo de nunca mais sentir isso novamente. Deitada nessa maca, coberta pelo sangue de um estranho, sentindo minha cabeça girar e meu corpo implorando pelo dela incessantemente, eu vi que não havia uma saída para esse trágico acontecimento. Eu amava Toni, não há dúvidas ou prorrogações, era a única certeza da minha vida.

Olhei para a morena, olhei fundo em seus olhos e buscava algum resquício de humanidade nela, o pior de tudo é que encontrei, seus olhos cheios de dúvidas, duas esferas castanhas marejadas, banhadas de desespero. Ali a minha frente estava a mesma Toni de sempre, a mesma Toni zelosa e amável, como pode? Por que diabos eu a vejo humana? Ela havia feito atrocidades a pessoas que até Deus duvida. Seria então meu coração camuflando a verdade? Fiquei tanto tempo divagando que não havia percebido que Toni já não estava ali, algo dentro de mim me acalmava, dizia para eu não temer, ela não me faria mal, faria?

Minha pele banhada em sangue, estava pegajosa e ardendo, implorei internamente por um banho quente. Chega a ser cômico eu querer um banho em uma situação como essas, mas eu queria um banho, o que eu queria mesmo, mais que um banho escaldante, era um...

- Cigarro? – Toni me ofereceu a nicotina, como quem oferece leite a um bebê faminto.

Sentei-me na maca e peguei o cigarro de sua mão. O traguei mais forte que consegui enquanto Toni se sentava ao meu lado, entre nós estava a foto polaroid que Toni havia tirado de mim. Olhei a mesma e uma sensação ruim percorreu todo meu corpo.

- Sim! – Quebrei o silêncio.

- Sim o que? – Perguntou ela tragando o cigarro sem me encarar.

- Eu te admiro, eu te venero. – Disse e senti a ponta da minha língua arder por estar admitindo algo tão fora do comum. – E não, eu nunca soube que era você, porque eu te amei, Toni – Fiz uma pausa, para então prosseguir – E o amor nos deixa cegos.

- Eu também te amei, Cheryl. – Ela disse e ficamos em silêncio por longos minutos.

- O que vai ser agora? – Perguntei temendo sua resposta.

Toni poderia ser qualquer tipo de pessoa, mas ela não é covarde, ela não fugiria e seria capaz de me dar a resposta que estou esperando. Toni é o tipo de mulher que é condenada a forca e ainda convida os familiares para assistir o evento, ela morreria com sua coragem, me daria sua cabeça em uma bandeja de prata se ela achasse que isso a fizesse corajosa. Bom, Toni não, mas o maniac polaroid sim.

- Você que tem que me dizer – Toni disse.

- Eu não sei qual é o procedimento correto com isso, mas... – Deixei a frase morrer.

- Sobre o que?

- Acho que tenho que te agradecer sobre Brow, não é? – Disse sentindo minha garganta arranhar. – Isso foi algum tipo de prova de amor?

- Não exatamente, apenas juntei o útil ao agradável – Disse ela.

- Entendi... – Sussurrei e abaixei a cabeça pensando no que deveria fazer.

Dark Paradise {Choni Version}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora