VOCÊS NÃO ESTÃO PRONTOS PRA ESSE CAPÍTULO! Mas veio aí, nessa nossa maravilhosa maratona, espero que vocês gostem.
Já comecem o capítulo ouvindo Freak - Lana del Rey e comentem muuuito porque tá babado isso aqui.
Na mídia temos o brinquedinho que a Toni usa nesse capítulo, só pra vocês terem noção da beleza mesmo.
Boa leitura :)
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POV Cheryl Blossom
3 meses depois
Eu sentia que estava perto, muito perto de conseguir o que queria, de descobrir toda aquela sujeira. Eu sei que não foi uma das minhas melhores ideias estar seguindo esses rastros agora sozinha, mas eu não poderia arriscar chamar a Evelyn e perder o que eu já tinha.
Parei com o carro em um lugar um pouco distante. Tudo a minha volta parecia estar em câmera lenta, eu estava tensa, sentia a adrenalina correr em minhas veias, sentia o ar entrando em meus pulmões e saindo rapidamente, meus batimentos cardíacos acelerados: eu queria gritar. Estar perto de algo realmente grandioso como aquilo, pra mim não era fácil: para um caso importante, decisivas ações.
“Vamos, Cheryl, você já enfrentou um galpão lotado de traficantes armados até os dentes” - disse a mim mesma, no intuito de me acalmar. Parecia ter funcionado, eu estava mais segura. Peguei no banco do carona a minha arma, o meu amuleto de sorte, então a beijei e em seguida a coloquei no meu cinto de guarnição, preso à coxa.
Abri o carro e desci. Olhei a minha volta e era bem tarde. Ninguém passava por aquela rua sombria e abandonada. Nada povoava este local. Havia apenas galpões abandonados de velhas fábricas falidas. Era um lugar digno de filme de terror, nenhuma vizinhança ou sinal de civilização por um raio de 70 KM. Apenas mato, medo e uma longa estrada.
Com agilidade, peguei minha arma e mirei para a porta enferrujada do galpão a certa distância. Ela era enorme. Um calafrio percorreu meu corpo, mas eu não desisti, dei um passo à frente. A pouca iluminação se devia ao fato de que hoje era lua de sangue: o dia em que a terra separava o sol e a lua. A luz baixa e avermelhada me obrigava a forçar a vista.
Dei um passo a mais para frente, fixei os olhos em minhas mãos segurando a arma e senti minhas pernas fraquejarem. Havia sangue fresco nelas. Minha respiração começou a ficar ofegante. Aproximei para que eu pudesse analisar com mais clareza e então todo o sangue havia sumido.
“Você só pode estar ficando louca, Cheryl” disse meu subconsciente.
Trabalhar para a polícia tinha sido a melhor escolha que já fiz em toda essa minha vida errônea, mas, as vezes, o estresse era tão grande, capaz de te fazer delirar. Foquei novamente em minha missão, respirando fundo, e empurrei a porta do galpão, que me revelou um corredor largo e sombrio.
Um cheiro desconhecido invadiu meu nariz, me causando calafrios. Tentei firmar os passos, embora meu instinto de sobrevivência me dissesse para dar a volta e correr. Mas meu trabalho era exatamente esse: ir contra meu instinto de sobrevivência. Apesar disso, eu achava que iria desabar a qualquer momento. Estava mais nervosa do que já estive em qualquer outra missão. Talvez eu tivesse ficado com algum trauma pelo que aconteceu no Haiti, pensei enquanto secava o excesso incomum de suor da minha testa e secava na calça, aproveitando para esfregar a palma gelada da minha mão.
Avistei uma escada velha carcomida, como tudo ali naquele local. Corri os olhos pelo ambiente, em procedimento policial padrão e caminhei com pressa até as escadas. Havia uma porta de madeira entreaberta. Passei por ela, um forte cheiro de sangue fresco bateu em minha face me atingindo em cheio.
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Dark Paradise {Choni Version}
FanfictionVocê tem a sua moral e seu princípios acima de tudo, você anda na lei, paga todos seus impostos e pela obra divina ou não, cruza em seu caminho alguém que te faz engolir tudo isso, alguém que faz seu mundo virar de cabeça para baixo, alguém que te v...
