Capítulo 22: Casório

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Point of view: Joss

Eu não havia ido trabalhar tão formalmente naquele dia. Estava mais descontraído, talvez aério sobre meus pensamentos. Desde que pedi Bright em namoro eu fico pensando quando e o que ele vai me responder. Já faz alguns dias e resolvi não procura-lo, a não ser que fosse em relação ao trabalho. Dei tempo a ele, sei que deve ser algo novo talvez.

A pilha de papéis em minha mesa me tirava do sério. Eu continuava sedento, não transava com ele a muitos dias, isso estava me deixando maluco, eu precisava da minha pílula de calmante brilhante. Nossa que cafona.

Me dei o luxo de me ver iludido pensando em como seria bom que Vachirawit aceitasse ser meu namorado, eu não demoraria muito pra pedi-lo em casamento. Eu sei que fui traído por Love, mas não é como se todas as pessoas do mundo fossem como ela. Tenho certeza que Bright nunca faria mau a mim, assim como eu a ele. Eu só queria ama-lo e poder chamar ele de meu. Eu me tornei um idiota apaixonado mesmo.

Ouvi batidas em minha porta.

— Sr. Joss? Posso entrar? — Um sorriso se fez automaticamente em meu rosto quando reconheci aquela voz.

— Claro!

Então ele entra, nossa, ele está mais bonito hoje ou é impressão minha? A blusa social preta de pano passado com a calça jeans e um all-star bonito. Bright era muito lindo ao meu ver, mas em trajes sociais ele ficava mais ainda.

— Ah... Sr. Joss o Krist pediu pra lhe entregar a relação dos novos funcionários do mês passado.

— Ok. Pode deixar aqui na minha mesa.

Ele se aproximou e aos poucos seu perfume me embriagava, ele tem um cheiro ótimo, era como se me atisasse. Pousou uma pasta com os documentos dentro em minha mesa e fez menção de se virar pra ir embora. Não quero perder sua companhia ainda.

— Ah... Vachirawit.

— Pois não?

— Então... Ah... Como você está? Tudo bem?

— Tudo. Precisa de alguma coisa? — Que você termine logo com essa tortura.

— Não quer conversar comigo? — Me levantei e sentei no sofá. — Vem senta, vamos passar um tempo juntos.

— Mas Sr. Joss... estamos em horário de trabalho. — Quando ele me chama de Sr. Joss tenho vontade de joga-lo na cama e fazer ele deixar de ser atrevido na marra.

— Já falei pra me chamar só de Joss. Outra coisa, lembre-se que eu sou seu chefe, você deve fazer o que eu mandar. — Não queria usar minha posição dentro da empresa pra chantagear ele, me senti mau por isso.

— Ah... ok.

Ele veio e sentou-se ao meu lado com as mãos nas pernas encarando as mesmas. Por favor aceite ser meu logo pra que possamos usar esse sofá adequadamente.

— Me diga, já faz alguns dias desde que te fiz minha proposta. Você pensou a respeito?

— Eu... Ainda não sei.

— Qual seu medo? Garanto que vou apenas te amar e te fazer feliz. Não acha que vou machucar você de alguma forma não é?

Agora ele olha em meus olhos. Ele é tão bonito que parece mentira. Me surpreendi com seu ato. Num movimento rápido ele me beijou feroz e subiu em meu colo com uma perna em cada lado do meu corpo, ah como eu estava com saudade daquilo.

Meu lado atrevido não demorou muito pra aparecer e apalpei sua bunda apertando forte, ele arfava em meio a nosso beijo intenso, tudo com ele era assim.

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