POV GIZELLY BICALHO
Depois de tudo que aconteceu ontem acordei com uma baita dor de cabeça, tomei um remédio e voltei pra cama, nada me faria ir até a faculdade hoje.
Peguei meu celular e vi que havia várias mensagens e ligações da Rafaella, suspirei e deixei o aparelho de lado, eu ainda não queria ter uma conversa com ela, do jeito que estou chateada sou capaz de terminar nosso namoro.
Fechei meus olhos e tentei pegar no sono novamente, porém foi em vão, decidi ir até a praia sozinha, colocar a cabeça no lugar, passei uma água e coloquei meu biquini, um shortinho, uma regata e um chinelo, nem pro meu segurança não liguei, realmente eu queria ficar sozinha literalmente.
Após quarenta minutos cheguei ao paraíso, procurei por um quiosque e me sentei, pedi uma cerveja ao garçom.
Tudo se passava em minha cabeça, meu pai foi um canalha, minha namorada uma falsa em saber de tudo e esconder de mim.
Eu precisava tomar uma decisão, ficar na casa Branca ou procurar uma república pra morar?
Terminar meu namoro ou continuar sabendo que ela não teve consideração comigo?
Nem vi quando a garrafa esvaziou, pedi outra e alguns petiscos, não poderia me dar ao luxo de ficar bêbada, eu ainda tinha estrada pra pegar.
Um casal de lésbicas sentou no quiosque ao meu lado, eram lindas juntas, o jeito que se olhavam, o carinho que tinham uma com a outra era nítido, por tanto olhar pra elas acabei ganhando um olhar feio de uma delas, devem ter pensado que eu estava dando de cima, porém eu só estava admirando mesmo, poderia ser eu e a Rafaella ali, trocando carícias, fazendo juras de amor.
Levei a mão ao rosto e pedi outra cerveja.
POV RAFAELLA KALIMANN
Liguei várias vezes pra Gi, porém ela não quiz me atender, nem minhas mensagens ela fez questão de responder, acordei um caco, tomei um banho e fui ver meu filho um pouco, levei ele até a pracinha que ficava ali por perto.
No horário do almoço levei ele de volta pra casa, Sarah e Juliette me convidaram pra almoçar com elas, porém não acho que seria uma boa idéia, e nem com fome eu estava.
Quando estava quase chegando em casa a Bárbara me ligou, fui até a mansão dos Mellos, ela pediu pra que eu seguisse até a casa Branca, gelei na hora, eu não queria fazer parte de nada, não queria me envolver nessa história, até porque eu já estava sendo prejudicada.
Tentei ligar pra Gizelly pra avisar que a Bárbara havia me pedido pra levar ela até lá, mais o celular dela estava desligado.
Assim que chegamos o Jorge pediu pra que fôssemos até seu escritório, ele fez questão que eu estivesse junto, ao entrar vi minha sogra sentada no sofazinho de canto, meu sogro na cadeira, Bárbara se sentou próxima ao Jorge e eu do lado da minha sogra.
A funcionária da casa bateu na porta e entrou avisando que a Gizelly não se encontrava em seu quarto, Jorge pegou seu celular e ligou pra ela, celular ainda desligado, ligou na faculdade e disseram que ela não havia ido a aula hoje, ligou pro segurança dela e o homem disse que Gizelly não havia lhe chamado hoje.
Começei a ficar preoculpada, a filha da mãe saiu sem escolta, peguei meu celular e enviei várias mensagens, nada de respostas.
Minha sogra ligou pra Taís e pra Ivy, Gizelly também não estavam com elas.
Já havia se passado uma hora e nada de notícias da minha namorada, ainda estávamos todos no escritório, cada um procurando uma forma de encontrar ela, Jorge já havia mandado todos seus seguranças atrás da Gi.
Desci pro jardim onde fiquei conversando com a dona Lúcia, a mulher me disse que Gizelly havia saído cedo, tive a idéia de subir em seu quarto e ver se ela não havia deixado alguma carta ou algo do tipo, tudo se passava pela minha cabeça, ela estava tão decepcionada que poderia ter fugido.
Nada encontrei, suas coisas estavam do mesmo jeito, nisso já era quase seis da tarde, cheguei na varanda do seu quarto onde encostei no para-peito, dei graças a Deus ao ver o carro dela parando no portão da casa Branca, porém meu coração doeu ao firmar as vistas e ver que ela não estava sozinha, era ele, o rapaz que havia dado carona pra ela uma vez, Talles o nome dele, ele dirigia o carro dela, ao passar pelo portão eu pude ver melhor sua mão na coxa da minha namorada.
Tentei sair do lugar, mais não consegui, meu mundo havia acabado de desmoronar.
POV GIZELLY BICALHO
Foi muita coincidência encontrar com o Talles na praia, ele se ofereceu pra trazer meu carro, então me deixei levar na bebida, ele parecia mesmo afim de mim, altas investidas, até algumas mãos bobas, até senti vontade de beijar ele, mais não faria isso, tudo que eu mais queria agora era chegar em casa, tomar um banho e procurar a Rafa, meu dia sem se falar com ela foi péssimo.
Assim que cruzamos o portão da minha casa meu pai e minha mãe vieram correndo até a porta do carro, ganhei um sermão, mais nada me abalava, eu estava relex.
Agradeci ao Talles e pedi pro meu pai pedir algum funcionário pra levar o menino embora, ele me abraçou e se despediu com um beijo em meu pescoço, abusado ele, porém eu nada disse, estava agradecida por ele ter me trago sã e salva.
Minha mãe pediu pra que acompanhasse eles até o escritório, ao entrar me deparei com a vadia da Bárbara sentada em uma das cadeiras, minha primeira reação foi dar uns passos até ela, eu queria voar no pescoço dela, porém meu pai me segurou
- Gizelly tenha modos, a conversa aqui é séria (Meu pai disse e me arrastou até o sofá) Cadê a Rafaella? (Ele disse olhando pra Bárbara)
- Ela tinha subido até o quarto da Gizelly (Bárbara disse)
- Lava sua boca pra falar meu nome (Rosnei pra Bárbara)
- Filha chega (Minha mãe disse pegando em minha mão)
Observei Bárbara ligar pra alguém, era a Rafaella
Alguns minutos e vi a deusa da minha namorada atravessar a porta, ela passou por mim e se pôs ao lado da vadia da Bárbara. Rafaella nem olhou na minha cara.
- Gizelly depois quero conversar com você sobre como foi irresponsável hoje, mais agora o assunto é outro. Convoquei todas vocês aqui porque já cansei de esconder as coisas (Meu pai disse)
- Qual é pai? Veio esfregar na nossa cara sua amante? (Eu disse debochando)
- A Bárbara é sua irmã
Engoli seco ao ouvir a palavra irmã, se meu pai e minha mãe tinham mais de trinta anos juntos, e a Bárbara tinha uns vinte e cinco anos, isso quer dizer que mesmo que ele não traiu minha mãe agora, ele à traiu a anos atras, isso não muda o fato dele ser um sem vergonha.
Eu não tinha o que dizer, todos a minha volta me olhavam apreensivos, até a Rafaella que até então não tinha se quer me reparado ali.
Me levantei
- Rafa pode vir até meu quarto comigo?
- Tenho que levar a Bárbara pra casa (Rafaella disse de cabeça baixa)
- Não precisa Rafa, eu vou sozinha, se quiser até mando deixarem seu carro que está lá em casa aqui (Bárbara disse)
- Não Bárbara, meu trabalho é fazer sua escolta, eu te trouxe, eu te levo
Dei alguns passos até minha namorada, levei minha mão até seu rosto, ela suspirou e fechou os olhos
- Volta depois pra cá, preciso conversar com você (Eu disse e fui dar um selinho nela)
Rafaella virou o rosto, afastei e franzi a testa, eu sei que peguei pesado com ela, mais eu queria acertar as coisas entre nós duas, era tudo que me interessava nesse momento, por tanto escutar que a Bárbara era minha irmã entrou em um ouvido e saiu pelo outro, com meu pai eu não queria resolver nada
- Vou pensar Gizelly (Rafaella disse e saiu porta a fora)
Logo em seguida a Bárbara se despediu do meu pai, da minha mãe e até deu tchau pra mim, mais nem fiz questão de responder.
Meu pai já ia falar algo comigo quando eu dei as costas e subi pro meu quarto...
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A filha do Presidente
FanfictionMeu nome? Gizelly Bicalho. Tenho meus 17 anos, minha única preocupação na vida é tirar o terceiro ano, eu odeio estudar, porém me esforço ao máximo pra não repetir de ano, não aguentaria ficar mais 365 dias dentro de uma sala de aula. Tenho a vida q...
