o amor não existe

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O sol brilhava intensamente
E eu observava aquele mar de gente.
Imersos na realidade caótica
Cansados, sem enxergar o mundo
Por outra ótica

Carros pela cidade
Correndo contra o tempo
Seguindo cada vez mais distante
Do contentamento
Pensamentos distantes
Pairando no vazio
Atormentados estão
Pelos males de uma era
Turbulenta
Sem alívio.

Anseio
Pela noite
Ou pelo dia
Sublime em que
Tudo acabará
E a histeria findará
Buzinas estou a escutar
O relógio corre sem parar

Esbarram-se uns nós outros
Sem olhar para trás
Insatisfeitos com o presente
Nada mais os satisfaz
Olhares frios
Individualistas
Sem compaixão
Remetem à solidão

E fazem acreditar
Que ali não existe
Amor ou união
Os bares estão cheios
De álcool e cigarro
Que camuflam almas
Vazias

Nos escritórios
A ganância exala
Se espalha
Não se acaba
E grita altamente
Excitando a vaidade
Vaidade questionada
Que destrói aos poucos
A menina que já não é mais amada

 TURBULENTOnde histórias criam vida. Descubra agora