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Seja como a lua procure brilhar mesmo em meio as trevas.
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O

sol entrava pela janela, tingindo as paredes do quarto com tons dourados. O vento fresco da manhã soprava suavemente em meu rosto, me despertando aos poucos.

— Que horas são? — resmunguei, pegando o celular na mesinha ao lado da cama.

O pânico se instalou quando vi o horário. Eu estava prestes a me atrasar, o que raramente acontecia comigo.

Levantei de um salto, corri para o banheiro e fiz minha higiene no piloto automático. Em seguida, vesti a primeira roupa que encontrei, calcei o tênis e desci as escadas quase tropeçando.

— Bom dia, mãe! Bom dia, pai! — disparei, pegando minha mochila.

— Bom dia, querida. — responderam em uníssono.

— Não vou tomar café hoje, estou atrasada!

— Não vai nem comer um pão, filha? — insistiu minha mãe, preocupada.

— Prefiro não arriscar...

— O Jay nem passou aqui ainda pra buscar a gente — comentou Sofia, esparramada no sofá, focada no celular.

Revirei os olhos. Minha irmã parecia viver grudada naquela tela. Ela dizia que toda a vida social dela estava no celular, mas ao mesmo tempo afirmava que o Jay era sua vida social. Vai entender.

— Quem disse que eu vou com vocês hoje?

— Ué, por que não? — Meu pai apareceu na sala, jornal e óculos em mãos. Ele só lia jornal quando o time dele jogava, provavelmente era dia de jogo.

— Porque eu tô brava com eles.

— Com o Jay? Você, brava com ele? — Mamãe perguntou surpresa, surgindo na cozinha.

— Isso é raro. — Papai ergueu a sobrancelha.

— Isso se chama ciúmes. — Sofia provocou, ainda sem tirar os olhos do celular.

Joguei uma almofada nela.

— É exatamente por isso que eu tô irritada! Nem você, nem ele, vão comigo hoje!

— Cheguei, S/N! Vamos logo pra escola, ou vamos nos atrasar. — Jay entrou, despreocupado, mas eu o empurrei de leve para o lado, passando direto.

— Tchau, família!

— O que deu nela? — ouvi meu pai perguntar.

— Ciúmes. — Sofia respondeu com um risinho.

Eu não estava no melhor humor naquela manhã. Peguei meus fones de ouvido e segui andando para a escola sozinha. Três quadras abaixo de casa. Estava atrasada? Sim. Me importava? Nem um pouco.

Quando cheguei, o pátio ainda estava cheio de gente conversando e estacionando carros. Respirei aliviada. Ainda dava tempo.

— Ei, S/N!

Senti alguém cutucar meu ombro. Virei e me deparei com Jake, com aquele sorriso grande e bobo de sempre.

— Ah, oi, Jake.

— Cadê sua irmã e os meninos?

— Sunoo chega mais tarde... E Jay e Sofia... Tô brava com os dois.

— Brava com a Sofia nem é novidade, mas com o Jay? — Ele riu.

— Ele tá achando que eu gosto dele!

The Vírus Of The Future Histórias para pegar e não largar. Descubra agora