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A vida é curta então viva seu
máximo

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O céu estava tingido de um rosa suave, e eu podia sentir a brisa gelada em minha pele, as gotas de chuva caindo de forma leve e quase sem querer. Abri os olhos, tentando me ajustar ao novo cenário ao meu redor. Estava tudo diferente, como se o mundo tivesse se distorcido enquanto eu dormia. As estrelas brilhavam em um céu estranho, e o ambiente ao meu redor parecia feito de nuvens, como se eu estivesse flutuando em algum lugar entre a realidade e um sonho.

— Onde eu tô? — Perguntei, confusa, minha voz soando abafada pela sensação estranha que me envolvia.

Um senhor apareceu do meu lado, levantando-se de sua poltrona. Mas a poltrona... parecia uma nuvem, uma nuvem que ele estava usando como se fosse algo normal. Seus olhos eram profundos e sua presença, calma e imponente.

— Ah, você acordou — disse ele, com um sorriso tranquilo, como se fosse algo esperado. Ele não parecia surpreso nem incomodado, apenas... sereno.

— Eu morri?... Quem é você? — Perguntei, minha mente ainda tentando se ajustar àquela realidade desconcertante.

O senhor riu baixinho, balançando a cabeça, mas sem um tom de escárnio. Apenas parecia estar lidando com algo que ele já havia visto muitas vezes.

— Quem sou eu? Acho que isso não importa agora. — Ele fez uma pausa, como se refletisse sobre as palavras antes de continuar. — Nem um dos dois, eu acho. Pra ser sincero, eu não sei te dizer se está viva ou morta, minha querida. O que eu sei é que ainda não é sua hora.

— Ahn? — Eu não conseguia compreender direito o que ele estava dizendo. As palavras dele pareciam flutuar ao redor de mim, mas não faziam sentido.

Ele caminhou até mim, a cada passo se aproximando com uma calma que só aumentava a estranheza da situação.

— O que acha de voltar para eles agora? — Ele perguntou, um sorriso suave no rosto. Não parecia malicioso, mas a pergunta me deixou ainda mais confusa.

— Eles...? — Não consegui entender de imediato, mas uma sensação estranha de urgência começou a se formar no fundo da minha mente. Quem eram "eles"?

— Você pode não perceber, mas eles precisam mais de você do que você precisa deles. — Sua voz estava suave, mas havia uma firmeza na maneira como ele falava. Eu tentei processar, mas tudo ao meu redor parecia me levar para outro lugar.

— Como assim? — Perguntei, tentando compreender.

Ele não respondeu diretamente, mas o que disse a seguir me fez sentir um arrepio ao longo da espinha.

— Tenha uma boa viagem de volta à terra. — Ele sorriu gentilmente, como se estivesse me enviando de volta a algum lugar seguro.

Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, o senhor me empurrou suavemente para trás. Eu senti meu corpo atravessar uma camada fina de nuvem, a sensação de queda tomando conta de mim enquanto eu me afastava dele. A velocidade aumentava, e eu via a silhueta dele desaparecer conforme eu descia cada vez mais rápido.

Fechei os olhos, tentando me preparar para a pancada que eu sabia que viria. Mas antes que eu pudesse me concentrar completamente, senti uma batida forte na minha cabeça e tudo ao meu redor ficou escuro.

Quando acordei, a dor na minha cabeça era insuportável. Era como se o mundo estivesse pulsando ao redor de mim. Meus olhos estavam semi-abertos, e ao meu lado, vi alguns equipamentos médicos, como se eu tivesse sido levada a um hospital ou algum lugar similar. Niki e Sunoo estavam sentados ao meu lado, parecendo um pouco mais tranquilos do que eu imaginava.

The Vírus Of The Future Histórias para pegar e não largar. Descubra agora