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Os erros são as provas que a gente só aprende quebrando a cara
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C

hego na sala com Sunoo e, pra nossa sorte, o professor ainda estava tirando algumas coisas da bolsa.

— Oi, professor querido. — Sorrio, tentando quebrar o clima tenso que ainda tava na minha cabeça por causa de... bem, tudo.

— Olá, minha querida. Como está?

— Indo bem, na medida do possível...

Ele arqueou a sobrancelha.

— Aconteceu alguma coisa?

— Ah, muitas coisas. Mas não daria pra explicar em uma conversa curta. — Faço um gesto com a mão, como se dispensasse o assunto, e me jogo na cadeira.

— De qualquer forma, espero que as coisas melhorem.

Assinto com a cabeça, sem vontade de explicar nada. Sunoo se sentou atrás de mim, como sempre. Mas os lugares do Jake e do Jay ainda estavam vazios.

Porém, pra minha surpresa (ou não), eles entraram alguns minutos depois, cumprimentando o professor com aquele jeitinho casual de quem definitivamente fez algo errado. Sentaram nos lugares deles, mas eu não ia deixar passar.

— Cadê o Niki? — Pergunto baixinho, me inclinando um pouco pra trás.

— Niki? Quem? — Jake franziu a testa, claramente fingindo.

— Não se faz de sonso, Jake. Onde ele tá?

— A gente... não sabe. — Foi o Jay quem respondeu, rápido demais pro meu gosto.

— Como assim não sabem? Ele tava com vocês! — Sunoo entrou na conversa, olhando pra eles com a mesma desconfiança que eu.

Antes que eu pudesse apertar ainda mais, o professor bateu de leve na mesa da frente.

— Atenção, turma. Tenho um anúncio importante pra fazer.

— Ai tem coisa! — Me virei, ainda meio desconfiada, mas foquei no professor.

— O baile de inverno está cada vez mais próximo, e a decoração está ficando linda. Parabéns a todos que ajudaram na organização.

Alguns alunos aplaudiram discretamente, e Sunoo me cutucou, orgulhoso.

— Isso é com a gente, hein.

— Eu tô ajudando também, né? — Jay piscou pra Sunoo, todo convencido.

— Convencido. — Sunoo revirou os olhos. O professor pigarreou, chamando a atenção da sala de novo.

— E também temos um novo aluno. Pode entrar, por favor.

A porta se abriu, e assim que eu vi quem era, senti o chão sumir. Era o Niki!

O que diabos ele tava fazendo ali?

— Oi, meu nome é Nishimura Riki, mas podem me chamar apenas de Niki. Eu tenho 20 anos e sou japonês.

E então a cadeira simplesmente virou comigo. Tentei me segurar mais era tarde demais.

— Como?! — Gritei, caindo pra trás num baque seco. Sunoo se inclinou na minha direção, segurando uma risada.

— S/n, amiga... o que foi isso? — Ele estendeu a mão pra me ajudar a levantar, enquanto Jake pegava minha cadeira.

— Ai... meu bumbum... — Gemi, sentindo a dor subir pelas costas.

— Certeza que você não tá bem? — Sunoo zombou, ainda me ajudando a sentar de volta.

The Vírus Of The Future Histórias para pegar e não largar. Descubra agora