-11

746 72 62
                                        

─────────────────────
Nem todos os anjos tem asas, as vezes, eles apenas tem o dom de te fazer sorrir
────────

— Jungwon, tem certeza que é aqui...? — Olho para Jungwon, assustada, sentindo meu estômago se apertar com o que está por vir.

— É claro que eu tenho, por que? — Ele responde com um tom de voz calmo.

— Bom... eu não sei no futuro, mas aqui, no presente, esse é o lugar mais perigoso da cidade.

— Então é aqui que o Niki mora.

— Ahn? — Pergunto, surpresa, tentando entender o que ele quer dizer.

— No caso, a casa do Niki fica ali. — Jungwon aponta para uma casa branca ao longe, ainda mais isolada do que parecia. — Ele costuma vir aqui de vez em quando para olhar o lago.

— Mais aqui... — Eu hesito, eu odiava esse lugar, ainda mais por conta dele... Jungwon me puxa para perto.

— Estamos sem tempo, S/n.

Com uma sensação desconfortável me acompanhando, nós caminhamos até o lago. O silêncio ao redor é estranho, até perturbador, e ao mesmo tempo tudo parece calmo demais. Jungwon parecia confiante de que niki estava por ali, mas eu não estava tão certa.

— NIKI!! — Jungwon grita, sua voz ecoando pela margem do lago, mas não há resposta.

Eu não sei o que fazer, e a sensação de que algo está errado me envolve.

— Niki, tá com raiva de mim? O que foi que eu fiz? Quer que eu peça desculpas? Ok, desculpa. — gritei, sentindo a culpa pesar em meus ombros.

De repente, Jungwon para e aponta para o chão.

— Achei ele.

Eu olho para o local em que ele está apontando, e meu coração dispara. Niki está caído, atrás de algumas árvores e matos que cobrem a margem do rio, perto da ponte.

— Niki! — Exclamo, correndo até ele, minha respiração ficando mais pesada.

Jungwon vem atrás de mim, e juntos chegamos até Niki. Ele está inconsciente, o rosto pálido e com sinais evidentes de cansaço. O que diabos aconteceu com ele?

— Ah não, de novo não... — Me ajoelho ao lado de Niki, minha mão indo automaticamente até ele. Eu o encaro, mas uma raiva estranha começa a se acumular em mim.

— S/n, vê se ele tá com algum machucado grave.

— Eu... — Respondo, sem saber se realmente quero tocar nele ou ajudar. Toda aquela situação, o que ele se metia para sempre estar tão machucado assim?

As palavras ecoam na minha cabeça, repetindo-se como um mantra: "Como eu disse antes, eu não pedi."

Por que eu deveria ajudá-lo?

Olho para ele no chão desacordado e a frustração toma conta de mim. Por um momento, apenas fico ali, hesitando.

— S/n?!

The Vírus Of The Future Histórias para pegar e não largar. Descubra agora