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As pessoas com os melhores conselhos, geralmente tem os piores
problemas...
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O sol estava tão quente que parecia que eu ia derreter ali mesmo, mas, pra minha sorte, o Niki tinha essa habilidade irritante de saber exatamente o que eu precisava — e quando eu precisava.
Eu não queria admitir, mas ele era bom nisso.
Era como se ele conhecesse cada detalhe sobre mim, como se tivesse feito uma pesquisa completa sobre a minha vida.
Estranho.
Talvez eu devesse pensar mais nisso depois. Por enquanto, eu só queria aproveitar a sombra que ele encontrou e o sorvete gelado que ele insistiu em comprar pra mim.
Eu dei uma colherada, sentindo o sabor doce do chocolate se espalhar pela boca.
— Hm... esse sorvete é muito bom!
— Tudo pra você é bom — ele comentou, com aquele sorrisinho de canto, como se estivesse me provocando.
— Não é verdade. Eu tenho gostos exigentes.
— É mesmo?
— Claro! Por exemplo, qual o seu sabor favorito?
Ele deu de ombros, terminando o próprio sorvete e jogando o palito fora.
— Não tenho um.
— Como assim você não tem um sabor favorito?
— Ué, eu gosto de todos.
Fiquei encarando ele, incrédula.
— Isso não faz sentido! Sempre tem um sabor que a gente gosta mais. Tipo... um que traz uma memória boa, ou que é diferente dos outros.
Ele apenas ergueu a sobrancelha, como se não achasse aquilo tão importante.
— Pra mim, não.
Bufei.
— Você é estranho.
— Eu sei — ele deu um sorriso de lado, claramente se divertindo com a minha indignação.
— Tá bom, já que você não tem um favorito, vou te contar o meu. Eu adoro o de iogurte de pêssego da Yomante.
Ele franziu o cenho, pensativo.
— Nunca ouvi falar.
— É porque não vende em Seul, só em Busan. — Fiz um beicinho, sentindo uma pontada de saudade. — Eles são cremosos, tem um sabor único.
Ele me olhou de relance, meio hesitante.
— Você... tá com vontade de comer?
— Ontem eu tava — dei de ombros. — Mas já passou. Esse calor me deixa com vontade de tomar sorvete o tempo todo.
Ele assentiu, desviando o olhar.
— Entendi.
Algo no tom de voz dele me deixou curiosa.
— Por que a pergunta?
— Nada demais — ele deu um meio sorriso. — Só curiosidade.
— Hum... sei.
Terminei o sorvete e joguei o copinho fora, me recostando no banco. O silêncio da praça parecia... calmo demais. Não havia crianças, nem o som de passos apressados. Só eu e ele, ouvindo o canto distante dos pássaros.
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The Vírus Of The Future
FanfictionS/n levava uma vida comum, com preocupações típicas da adolescência, até o dia em que salvou a vida de um misterioso garoto durante a madrugada em sua escola. O que parecia um ato impulsivo logo se tornou o ponto de virada de sua existência. De uma...
