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Minha boca não disse nenhuma palavra mais meus olhos disseram tantas
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Minha cabeça latejava.
Abri os olhos devagar, piscando algumas vezes enquanto tentava entender onde estava. A luz que batia no meu rosto me cegou momentaneamente, e eu tive que virar o rosto pro lado, sentindo o desconforto aumentar.
Tudo parecia girar um pouco, e uma leve tontura tomou conta de mim. Foi quando o reconhecimento bateu.
O azulejo no chão. A porta do banheiro ali perto. O cheiro familiar de produto de limpeza misturado com um leve toque de poeira...
— Eu tô... na escola? — sussurrei, a voz rouca e confusa.
Me levantei num pulo, o coração acelerando. Olhei ao redor, tentando processar tudo. O pátio. Estava vazia. Nenhum sinal dos meninos. Nenhum sinal de barulho ou movimento.
Por favor, que isso seja só mais um pesadelo…
Comecei a procurar meu celular pelo chão, mas não estava em lugar nenhum. Foi aí que meus olhos caíram nas minhas roupas manchadas. O sangue seco.
O flash da noite anterior voltou com tudo. O garoto.
— O garoto... onde ele está?
Me virei, o olhar fixo no chão onde eu tinha certeza que ele estava antes de eu apagar. Nada. Só as manchas escuras do sangue seco.
— Ah, meu Deus... e agora? — Sussurrei para mim mesma, tentando manter a calma.
Respirei fundo.
Raciocina, S/n. Respira. Tá tudo bem...
— E se... e se ele foi na delegacia me denunciar? — Minha mente começou a correr, os piores cenários surgindo. — Eu... sou muito nova pra ir parar na cadeia!
— Quem é você?
A voz grave soou atrás de mim, baixa e ameaçadora. Todo o meu corpo congelou.
Eu não conseguia me virar. Não conseguia nem piscar. O arrepio subiu pela minha espinha quando senti algo frio encostar no meu pescoço.
Uma lâmina.
Eu engoli em seco, o coração martelando contra o peito.
— Eu... eu...
As palavras morriam antes mesmo de saírem. Minhas pernas pareciam feitas de gelatina.
— Não respondeu a pergunta. — A voz ficou mais firme. — Vou perguntar só mais uma vez. Quem é você?
— M-meu nome é S/n Kim! — respondi de uma vez, a voz trêmula.
— Muito bem, S/n Kim... — A lâmina afastou-se lentamente do meu pescoço, mas o frio que deixou para trás permaneceu. — Onde eu estou? E... o que você fez comigo?
Finalmente, consegui me virar, ainda sentindo o coração disparado no peito.
O garoto estava parado ali, com uma expressão nada amigável. O rosto pálido, as sobrancelhas franzidas e... ele parecia ainda pior do que na noite anterior. Suado, a respiração irregular.
Eu cerrei os punhos, irritada.
— Você tá na minha escola! E eu não fiz nada com você além de salvar a sua vida!
Parabéns, S/n. Ótima ideia, gritar com o cara que tava com uma faca no seu pescoço há dois segundos.
— Me salvar? — Ele pareceu desconfiar.
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The Vírus Of The Future
FanficS/n levava uma vida comum, com preocupações típicas da adolescência, até o dia em que salvou a vida de um misterioso garoto durante a madrugada em sua escola. O que parecia um ato impulsivo logo se tornou o ponto de virada de sua existência. De uma...
