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quando estamos felizes aproveitamos a melodia, quando estamos tristes entendemos a letra
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Finalmente o dia do baile chegou, embora não tenha mudado nada na minha rotina.
Já fazia mais de cinco horas que eu estava trancada no quarto, estudando e refazendo contas que nem mesmo minha professora conseguiria acompanhar. Saía apenas para pegar algo para comer e voltava logo em seguida. Essa tinha sido minha única rotina durante a tarde inteira.
— FILHA, SUA IRMÃ JÁ SE VESTIU, SÓ FALTA A MAQUIAGEM! — Mamãe gritou da sala.
Suspirei, revirando os olhos. — Tinha que ser agora... Porcaria... JÁ TÔ INDO!
Peguei o celular e desci correndo as escadas. Sofia estava parada no meio da sala, usando um vestido cinza de ombros caídos, repleto de borboletas delicadas presas ao tecido, muito brilho e detalhes. A cara dela.
— Cadê a caixa de maquiagem?
— Aqui. — Ela me entregou uma maleta rosa com um cadeado em formato de coração. — Quero igual à de ontem, tá?
— Certo.
Abri a maleta e comecei a maquiar Sofia o mais rápido possível. O aplicativo no meu celular ainda estava rodando os cálculos, mas eu precisava voltar ao computador, onde conseguia trabalhar com mais clareza.
— Pra que essa pressa toda? — Ela estreitou os olhos, desconfiada.
— Nada não.
— Você vai ao baile, filha?
— Não, eu tô ocupada. — Lancei um olhar discreto ao celular. A tela exibia 50% concluído. Ainda ia demorar...
— Por que você tanto olha pra esse celular? Vai errar minha maquiagem desse jeito!
— Sofia, eu tô te maquiando, cala a boca.
Ela bufou, mas ficou quieta. Terminei de aplicar o iluminador e dei um passo para trás, conferindo o resultado. Estava perfeita, como sempre. Fechei e tranquei a maleta, conferindo se nada tinha ficado para fora, antes de devolver a ela.
— Pronto, tá linda.
— Obrigada!
Mamãe se aproximou, ajeitando os cachos de Sofia e borrifando spray fixador.
— Querida, vem aqui pra eu arrumar esse cabelo.
— Não vão precisar de mim, né? Então já tô indo. Bye bye. — Fiz um gesto vago com a mão e voltei correndo para o quarto.
Assim que entrei, parei no meio do caminho. Niki estava ali, ajustando o colarinho da camisa social no espelho, fechando o último botão antes de colocar o terno.
Engoli em seco. Ele realmente estava... muito bem.
— Uau... A mulher da loja tinha razão, esse terno combina com você.
Ele sorriu de lado, ajeitando a manga. — Valeu. Aliás... eu comprei uma coisa pra você.
— Pra mim? Eu tava brincando sobre aquele negócio de aluguel, tá?
— Eu sei. — Ele deu de ombros. — Mas comprei mesmo assim.
Ele pegou uma pequena sacola de papel e estendeu para mim, o canto da boca ainda curvado em um sorriso discreto.
— Ah... Obrigada então?
— De nada. Agora eu tenho que ir. — Ele piscou para mim antes de sair do quarto.
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The Vírus Of The Future
FanfictionS/n levava uma vida comum, com preocupações típicas da adolescência, até o dia em que salvou a vida de um misterioso garoto durante a madrugada em sua escola. O que parecia um ato impulsivo logo se tornou o ponto de virada de sua existência. De uma...
