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Você não consegue explicar
mais sente..
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O vento frio batendo no meu rosto foi o que me fez acordar aos poucos. Eu me estiquei, tentando espreguiçar os músculos ainda sonolentos. A luz do fim da tarde já entrava pela janela do ônibus, e Niki estava ali, mexendo no celular. Jogando algum jogo provavelmente.
— A gente já chegou? — perguntei, coçando os olhos e soltando um bocejo curto.
— Ainda não. — Niki respondeu sem desviar os olhos da tela do celular.
— Puta que pariu... — suspirei pesadamente, me afundando um pouco mais no banco, tentando me ajeitar.
— Eu sei, tédio. — Ele riu levemente, mas o som estava abafado pelo foco no jogo.
— Faz quantas horas desde que saímos? — perguntei, começando a me sentir incomodada pela distância e o silêncio do ônibus.
— Cinco. — Niki respondeu rapidamente, sem tirar os olhos da tela.
— Quanto tempo eu dormi? — minha voz saiu arrastada, ainda com sono.
— Você dormiu por quatro horas e meia. — Ele olhou para mim por um segundo, um sorriso curto no rosto.
— Meu Deus... — murmurei, surpresa pela quantidade de tempo que havia passado.
— Pode voltar a dormir. Provavelmente iremos chegar lá só à noite. — Ele deu um meio sorriso, tentando tranquilizar-me.
— Pra que eu fui escolher um lugar tão longe... — eu me deixei cair de volta no banco, sentindo o peso da viagem.
— Tá com fome? — Niki perguntou de repente, desviando o olhar da tela do celular.
— Uhum. — Sorri levemente. — Onde tá a sacola com meu bolo?
— Eu coloquei ela pra esse lado, assim você poderia esticar suas pernas. — Niki fez um gesto para o lado de onde a sacola estava.
— Mas e você? — perguntei, observando-o, já começando a achar estranho que ele estivesse se preocupando tanto comigo e não com ele mesmo.
— Eu já dormi o suficiente. — Ele realmente parecia melhor. O rosto dele estava mais relaxado agora, comparado ao momento de antes, quando parecia tão cansado.
— Tem certeza?
— Claro.
Niki pegou a sacola e retirou o pote de bolo de dentro. A colher estava presa à tampa, como se fosse parte de um kit de venda, e eu percebi que ele provavelmente comprou a colher só para que fosse mais fácil de comer, um detalhe tão simples, mas tão atencioso.
— Obrigado. — Eu olhei para ele, genuinamente grata.
— Por nada.
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The Vírus Of The Future
FanfictionS/n levava uma vida comum, com preocupações típicas da adolescência, até o dia em que salvou a vida de um misterioso garoto durante a madrugada em sua escola. O que parecia um ato impulsivo logo se tornou o ponto de virada de sua existência. De uma...
