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Se você não tem um razão para estar vivo é o mesmo que estar morto
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A voz da mãe de Niki soou alta, e pude ouvir a preocupação em seu tom.
— Filho, é você?
— S/n, fica aí dentro e não toca em nada! — Niki me disse rapidamente, empurrando-me para dentro do quarto e fechando a porta com cuidado, tentando não fazer barulho.
— Sim, mãe, sou eu... — A voz de Niki estava tensa, quase sem saber o que dizer.
— Ai, meu Deus, como isso?!
— Então né ... — Niki pareceu hesitar por um momento.
— ONDE VOCÊ TAVA, GAROTO?!
— É uma longa história... — Niki respondeu, a voz mais baixa agora, quase cansada de tanto repetir aquilo.
— ELES TE PEGARAM, CERTO?! EU DISSE PRA VOCÊ NÃO IR PRA LÁ! — A mãe de Niki parecia muito brava, a frustração clara em sua voz. Podia até imaginar ela batendo nele, mas não conseguia ouvir o barulho de um golpe.
— Mãe, eu sinto muito, ok?! — Niki parecia arrependido, mas eu sabia que ele não estava exatamente com vontade de se explicar.
Me afastei da porta rindo baixinho, niki estava com medo de sua mãe. Era notável.
Tentei reparar aonde estava, mais não consegui devido ao escuro. Passei as mãos pela parede em busca de alguma fonte de luz.
— Achei!! — Gritei baixinho, ao encontrar uma tomada perto da porta. Girei o interruptor e a luz finalmente iluminou o quarto. Meus olhos se ajustaram, e pude ver melhor o que estava ao redor.
— Esse é o quarto dele? — Eu perguntei em voz baixa, mais para mim mesma, olhando ao redor.
As paredes estavam decoradas com alguns quadros e livros empilhados. Alguns papéis estavam espalhados pela cama de maneira desorganizada.
Sentei na ponta da cama e comecei a olhar os papéis. Ao passar os dedos por cima deles, percebi que eram anotações, mas não conseguia entender nada, estavam em uma caligrafia rápida e quase ilegível. Me levantei outra vez vendo os enfeites da mesinha perto da janela, havia muitas coisas.
No chão escondido em meio aos papéis havia algo, parecia... Um quadro.
Curiosa, retirei alguns papéis de cima de um quadro que estava no chão tentando ver o que estava por baixo. Quando finalmente vi, não consegui esconder o sorriso que se formou no meu rosto.
— Eu sabia que um dia alguém ia lançar carros lunáticos.
Ri sozinha e me virei, distraída. Só que ao girar, esbarrei com tudo em uma pilha de livros. E como se não fosse o suficiente, um copo que estava estrategicamente posicionado no topo caiu junto, atingindo o chão com um estrondo.
— Fudeo...
Sussurrei, arregalando os olhos e congelando no lugar.
Do lado de fora, uma voz feminina — definitivamente a mãe do Niki — se aproximou.
— Que barulho foi esse? — A voz estava séria, e o som dos passos se aproximando fez meu coração disparar.
Antes que eu conseguisse respirar, Niki respondeu, a voz tentando soar calma, mas falhando miseravelmente:
— Que barulho? Eu não ouvi nada.
— Nishimura Riki
— Eu?
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The Vírus Of The Future
FanficS/n levava uma vida comum, com preocupações típicas da adolescência, até o dia em que salvou a vida de um misterioso garoto durante a madrugada em sua escola. O que parecia um ato impulsivo logo se tornou o ponto de virada de sua existência. De uma...
