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ATENÇÃO, ESSE CAPÍTULO SERÁ DIVIDIDO EM NARRATIVA ENTRE NIKI E S/N PARA MELHOR ENTENDIMENTO ⚠️


-- NISHIMURA POV --


O relógio na parede já indicava que a madrugada estava quase virando dia. Eu ainda estava lá, de pé ao lado dela. Nem sequer me movi. Não conseguia. O medo me corroía por dentro. Cada segundo parecia mais longo que o anterior. Eu estava tenso, meu corpo em um estado constante de alerta. E no fundo, uma sensação estranha. Algo como se estivesse perdendo uma parte de mim a cada momento que passava.

Eu não queria admitir, mas a verdade me atingia com força. Quando nós nos conhecemos, eu não fazia ideia de que ela se tornaria tão importante. E agora? Agora, eu não conseguia nem imaginar minha vida sem ela. Ela havia se tornado alguém tão vital para mim. Eu só não sabia mais como lidar com esse medo.

- Quando nós nos conhecemos, eu não fazia ideia de que você se tornaria tão importante pra mim... e agora eu não consigo nem imaginar minha vida sem você... você se tornou alguém tão especial pra mim. - Eu falei baixinho, mais para mim mesmo, sem esperar uma resposta. Quase como uma confissão que estava saindo sem eu querer.

S/n coçou os olhos e me olhou, mas não respondeu. A pressão no meu peito só aumentou. Eu me senti idiota por ter falado isso, por ter me deixado levar. A vontade de me encolher e desaparecer foi imediata.

- Merda!! Pra que eu fui me declarar logo agora? - Eu sussurrei para mim mesmo, desesperado. Meu olhar desviou para qualquer lugar, tentando encontrar alguma coisa que me tirasse do foco da situação.

- Niki... - A voz dela me atingiu como um raio. Eu olhei para ela, meu coração saltando no peito.

- É... sim? - Respondi, tentando disfarçar a ansiedade.

- Onde eu tô?

- No banheiro. - Minha resposta foi automática, mas meu cérebro estava a mil por hora, tentando processar o que acontecia.

- Por que... como? - Ela se ajeitou na banheira e encostou a cabeça na parede, parecendo um pouco mais tranquila. Eu observava, ainda tenso.

Como ela parecia estar... melhor?

- Você teve um leve surto, mas tá bem agora. - Eu disse, tentando acalmar tanto ela quanto eu mesmo. Eu não sabia bem o que tinha acontecido, só sabia que agora ela estava ali, falando comigo.

Seja lá o que minha mãe tenha feito, funcionou.

- Você tava dizendo algo? Eu não consegui escutar... - Ela bocejou, claramente tentando manter os olhos abertos.

- Não era nada de importante. - Eu tentei desviar a conversa, mas a verdade é que eu queria que ela soubesse o quanto eu estava guardando.

- Ok... - Ela sorriu de leve, ainda meio sonolenta, e a visão disso me fez relaxar um pouco, mas o alívio durou pouco.

- Como está se sentindo? - Perguntei, tentando focar em algo mais prático. Eu precisava saber se ela estava bem. Se ainda estava segura.

- Melhor do que ontem, mas pior do que amanhã. - Ela deu uma resposta vaga.

- Fica aqui. Eu vou buscar uma toalha pra você. - Eu me movi, mas parei logo em seguida, percebendo o quão apressado eu estava. Tinha medo de deixá-la sozinha.

- Não precisa, eu nem tô com frio. - Ela respondeu com um tom casual, quase brincando.

- Mas você vai sair molhando a casa toda? - Eu olhei para as gotas de água que caíam da banheira e me senti um pouco mais aliviado ao vê-la mais consciente.

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