XV NA ATLÂNTIDA, A QUARTA RAÇA

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possibilidades de distinguir e dar nome às coisas que viam e ao mesmo tempo agir 
sobre elas. Foi a sub­raça que desenvolveu os rudimentos da linguagem e da memória, conhecimentos anteriormente esboçados e interrompidos na Lemúria por causa do 
afundamento desse continente, pelo mesmo motivo da degradação moral. Das outras sub­raças, os Travlatis desenvolveram a personalidade e o 
sentido da realeza e adoravam seus antepassados, chefes e dirigentes. Os Toltecas desenvolveram o animismo e o respeito aos pais e familiares.
Iniciaram os governos organizados e adquiriram experiências sobre administração, bem como de nações separadas e de governos autônomos, formando, assim, os
padrões, os modelos da civilização pré­histórica que chegam até ao nosso 
conhecimento atual. Os atlantes eram homens fortes, alentados, de pele vermelha­escura ou 
amarela, imberbes, dinâmicos, altivos, e excessivamente orgulhosos. Desde que se estabeleceram como povos constituídos, nesse vasto 
continente, iniciaram a construção de um poderoso império onde, sem demora, predominaram a rivalidade intestina e as ambições mais desmedidas de poderio e de
dominação. Por outro lado, desenvolveram faculdades psíquicas notáveis para a sua
época, que passaram a aplicar aos serviços dessas ambições inglórias; e, de tal forma
se desenvolveram suas dissensões, que foi necessário que ali descessem vários
Missionários do Alto para intervir no sentido de harmonizar e dar diretrizes mais
justas e construtivas às suas atividades sociais. Segundo consta de algumas revelações mediúnicas, ali encarnou  duas
vezes, sob os nomes de Anfion e de Antúlio, o Cristo planetário, como já o tinha
feito, anteriormente, na Lemúria, sob os nomes de Numú  e Juno, e como o faria, mais tarde na Índia, como Krisna e Budha e na Palestina como Jesus. Porém triunfaram as forças inferiores e a tal ponto se generalizaram os
desentendimentos entre os diferentes povos, que se impôs a providência da
separação de grandes massas humanas mormente
15 entre: a) romahals; b) turanianos;
c) mongóis; d) travlatis, refluindo parte deles para o norte do continente de onde
uma parte passou  à Ásia, pela ponte ocidental do Alasca, localizando­se
principalmente na China, e outra parte alcançou o Continente Hiperbóreo, situado, como já vimos, nas regiões árticas, ao norte da Europa, que nessa época
apresentavam magníficas condições de vida para os seres humanos. No seio da grande massa que permaneceu  na Atlântida, formada pelas
outras três sub­raças
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: a)  Toltecas; b)  Semitas; e c)  Acádios, o tempo, no seu 
transcurso milenário, assinalou extraordinários progressos no campo das atividades
materiais, conquanto, semelhantemente ao que já sucedera no Oriente, as sociedades
desses povos tinham se deixado dominar pelos instintos inferiores e pela prática de
atos condenáveis, de orgulho e de violência.
15 a) gigantes: vermelho­escuros; b) colonizadores: amarelos; c) agricultores: amarelos; d) montanheses:  vermelho­escuros.  16 a)  administradores:  vermelho­cobre;  b)  guerreiros:  escuros;  c)  navegadores  – comerciantes Assim,  então, lastimavelmente degeneraram, comprometendo sua evolução.
Lavrou entre eles tão terrível corrupção psíquica que, como conseqüência, ocorreu novo e tremendo cataclismo: a Atlântida também submergiu. Os arquivos da história humana não oferecem aos investigadores dos
nossos dias documentação esclarecedora e positiva desse acontecimento, como, aliás, também sucede e ainda mais acentuadamente, em relação à Lemúria; por isso é
que esses fatos, tão  importantes e interessantes para o conhecimento da vida
planetária, estão capitulados no setor das lendas. Mas, não obstante, existem indicações aceitáveis de sua autenticidade, que
constam de uma extensa e curiosa bibliografia assinada por autores respeitáveis de
todos os ramos da ciência oficial. Como não temos espaço nesta obra para expor a questão detalhadamente, nem esse é o nosso escopo, porque não desejamos sair  do terreno espiritual,
limitamo­nos unicamente a transcrever um documento referente à Atlântida, que
reforça nossa desvaliosa exposição: é um manuscrito denominado “O Troiano”, descoberto em escavações arqueológicas do país dos Toltecas, ao sul do México e
que se conserva, segundo sabemos, no British Museum de Londres. Ele diz:
No ano 6 de Kan, em 11 Muluc, no mês de Zac, terríveis tremores de terra
se produziram e continuaram sem interrupção até dia 13 de Chuem. A região das Colinas de Argilas —o país de Mu —foi sacrificado. Depois  de sacudido  por duas  vezes  desapareceu subitamente durante a noite. O solo  continuamente influenciado por forças vulcânicas subia e descia
em vários lugares, até que cedeu. As regiões foram, então, separadas umas das outras e, depois, dispersas. Não tendo podido resistir às suas terríveis convulsões, elas  afundaram, arrastando sessenta e quatro milhões de habitantes.
Isto passou­se 8.060 anos antes da composição deste livro. O Codex  Tolteca Tira (Livro das Migrações)  menciona, entre outras as
migrações de oito tribos, que alcançaram as praias do Pacífico, vindas de uma terra
situada a leste, chamada Aztlan.
As lendas mexicanas falam de uma terrível catástrofe, de uma inundação 
tremenda que obrigou  as tribos Nahoa e Quinché a emigrarem para o extremo 
sudoeste.Nos velhos desenhos mexicanos a misteriosa pátria de origem dos toltecas e
astecas, a terra AZTLAN, está representada por uma ilha montanhosa e uma dessas
montanhas está cercada por uma muralha e um canal. Os índios peles­vermelhas do Dakota, nos Estados Unidos, guardam uma
lenda, segundo a qual seus antepassados habitavam uma ilha no Oriente, formando 
uma só nação e dali vieram, por mar, para a América. Na Venezuela, Peru e outros lugares encontram­se índios brancos de olhos
azuis, cabelos castanhos; e os WARSAN, tribo Arovac, afirmam que seus
antepassados moravam em um par aíso terr estr e, no Oriente.
O Popul­vu, obra em quatro volumes que contém toda a mitologia dos
MAIAS em idioma quiché, conta que os antepassados dessa tribo da Guatemala
vieram, há muitíssimos anos, de um país situado muito a leste, em pleno oceano. Havia nesse país um mesmo idioma e homens de diferentes cores, e que
nessa época o mundo foi afogado por um dilúvio, ao mesmo tempo que um fogo 
abrasador descia dos céus. Enfim, há inúmeras outras referências entre as tribos da América sobre esse
país, AZTLAN, e todas concordes em situá­lo no oceano, a leste, lugar justamente
onde se localizava a Atlântida. Essa narração do manuscrito Troiano é corroborada pelas tradições maias, povos sobreviventes do fenômeno, que se referem a dois cataclismos ocorridos, um
deles em 8452 a.C. e outro 4292 a.C., tradições essas que, como se vê, noticiam dois
afundamentos parciais em vez de um, geral; em resumo: que o continente foi
destruído em duas vezes e em duas épocas diferentes e bem afastadas uma da outra. Disso se conclui que primeiramente afundou  a Grande Atlântida, o 
continente primitivo (acontecimento descrito no Troiano) e 4.160 anos depois, submergiu  por sua vez uma parte que restou  do  grande continente, que era na
antigüidade conhecida por Pequena Atlântida (Poseidônis), região formada por uma
ilha de larga extensão que se desenvolvia da costa norte da África à altura do atual
Mar de Sargaços, em sentido leste­oeste.17
De fato, há muitas comprovações disso:
No fundo do Atlântico foram encontradas lavas vulcânicas cristalinas, cuja
congelação era própria de agentes atmosféricos, dando a entender que o vulcão que
as expeliu era terrestre e o esfriamento da lava se deu em terra e não no mar. Estudos realizados no fundo desse oceano revelam a existência de uma
grande cordilheira, começando na Irlanda e terminando mais ou menos à altura da
foz do rio Amazonas, no Brasil, cuja elevação é quase três mil metros acima do 
nível médio do fundo do oceano.

Os homens do Cro­Magnon eram do tipo atlante, muito diferentes de todos
os demais, e só existiram na Europa ocidental na face fronteira ao continente
desaparecido, mostrando que dali é que vieram. O idioma dos bascos não tem afinidade com nenhum outro da Europa ou do 
Oriente e muito se aproxima dos idiomas dos americanos aborígines. Os crânios dos Cro­Magnons são semelhantes aos crânios pré­históricos
encontrados em Lagoa Santa, Minas Gerais (Brasil). Há pirâmides semelhantes no Egito e no México, e a mumificação de
cadáveres praticada no Egito antigo o era também no México e no Peru. Também se verificou  que o fundo do Atlântico está lentamente se
erguendo: a sondagem feita em 1923 revelou um erguimento de quatro quilômetros
em 25 anos, o que concorda com as profecias que dizem que a Atlântida se reerguerá
17 Esta ilha, relíquia do grande continente primitivo, possuía dimensões continentais calculadas em 3.000
km x 1.800 km, o que dá 5.400.000 km
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, pouco mais da metade do Brasil, segundo sondagens feitas por  cientistas europeus de alta capacidade.
do mar para substituir  continentes que serão, por sua vez, afundados, nos dias em
que estamos vivendo. Enfim, uma infinidade de indícios e circunstâncias asseveram firmemente a
existência deste grande continente, onde viveu  a Quarta Raça, entre a Europa e a
América. Estes dados, quanto às datas, não podem ser confirmados historicamente, porém, segundo a tradição espiritual, entre o afundamento da Lemúria e da Grande
Atlântida houve um espaço de 700 mil anos.

O ciclo atlanteano foi o termo extremo da materialidade do manwantara, cujo arco descendente se completou sob a Quarta Sub­Raça. A terra firme parece ter 
chegado por  esses tempos ao seu  máximo de extensão, ostentando­se em vários
continentes e uma infinidade de ilhas. Ultimou­se o desenvolvimento das faculdades físicas do gênero humano, ao 
passo  que o  característico psicológico  foi O DESEJO, cujo  império entregou  o 
homem, de pés e mãos atados, ao Gênio do Mal. A peçonha e o sabor do sangue
estabeleceram, então, o seu reinado. Os atlantes possuíam um profundo conhecimento das Leis da Natureza, mormente das que governam os três elementos, terra, água e ar. Eram, também, senhores de muitos segredos da metalurgia. As suas cidades eram ricas em ouro e
alguns de seus palácios eram feitos desse metal. Suas sub­raças espalharam­se por 
todos os países do mundo de então. Cultivavam a magia negra e utilizavam­se grandemente dos elementais e de
outros seres do submundo. O apogeu  da civilização atlante teve a duração de 70 mil anos e exerceu 
profunda influência na história e na religião de todos os povos pré­históricos que
habitaram o Mediterrâneo e o Oriente Próximo. Como as anteriores, esta raça­mãe teve, como já vimos, sete sub­raças; as
quatro  primeiras habitaram o continente até sua submersão e as três últimas
habitaram a grande ilha Poseidonis. Os chineses, mongóis em geral, inclusive os
javaneses, são na Ásia os remanescentes desses povos no seu  período de natural
decadência etnográfica. Diz um “mahatma” do Himavat:
Na idade eocene, ainda no seu  começo, o  ciclo máximo dos homens da
Quarta­Raça, os Atlanteanos, tinha chegado ao seu ponto culminante, e o grande 
continente, pai de quase todos os continentes atuais, mostrou os primeiros sintomas  de mergulhar nas  águas, processo  que durou  até  há 11.446  anos, quando  a sua última ilha, que podemos com propriedade chamar Poseidonis, abismou­se com
estrondo.
Não  se pode confundir Lemúria com Atlântida; ambos  os  continentes  soçobraram, mas o período decorrido entre as duas catástrofes foi de cerca de 700  mil anos. Floresceu a Lemúria e terminou a sua carreira no espaço de tempo que  antecedeu a madrugada da idade eocene, pois a sua raça foi a terceira. Contemplai as  relíquias  dessa nação, outrora tão  grandiosa, em alguns  dos  aborígines  de  cabeça chata que habitam a vossa Austrália.
Lembrai­vos  de que por baixo  dos  continentes  explorados  e escavados  pelos  cientistas,  em cujas entranhas  descobriram a idade eocene, obrigando­a a
entregar os seus segredos,  podem jazer ocultos nos  leitos  oceânicos  insondáveis  outros  continentes muito mais  antigos. Assim por que não  aceitar que os  nossos  continentes atuais, como também Lemúria e Atlântida, hajam sido submergidos já
por diversas vezes, dando assento a novos grupos de humanidades e civilizações;
que no primeiro grande solevamento geológico do próximo cataclismo (na série de  cataclismos periódicos que ocorre desde o  começo  até o fim de cada circuito) os  nossos  atuais continentes submetidos  já a autópsia hão  de afundar­se, enquanto 
tornem a surgir outras Lemúrias e outras Atlântidas?

Assim, como aconteceu antes com a Lemúria, o afundamento da Atlântida
trouxe, para a geografia do globo, novas e importantes modificações na distribuição 
das terras e das águas, a saber: 
Com o afundamento da Gr ande Atlântida
a)  sobrelevou­se o território da futura América, que se rematou ao ocidente, no centro e no sul, com a cordilheira dos Andes;
b)  completou­se o contorno desse continente na parte oriental;
c)  permaneceram sobre as águas do oceano que então se formou, e conserva o 
mesmo nome do continente submergido ­ O Atlântico ­ algumas partes altas
que hoje formam as ilhas de Cabo Verde, Açores, Canárias e outras;
d)  na Europa levantou­se a cordilheira dos Alpes. 
Com o afundamento da Pequena Atlântida
a)  produziu­se novo levantamento na África, completando­se esse continente
com a secagem do  lago Tritônio e conseqüente formação do deserto do 
Saara, até hoje existente;
b)  foi rompido o istmo de Gibraltar, formando­se o atual estreito do mesmo 
nome e o Mar Mediterrâneo.
Essa narrativa do Troiano e as tradições dos Maias, por outro lado, concordam com as tradições egípcias, reveladas a Sólon pelos sacerdotes de Saís, seiscentos anos antes da nossa era, as quais afirmam que a Atlântida submergiu 
9.500 anos antes da época em que eles viviam. Também concordam com a narrativa feita por Platão, em seus livros Timeu 
e Crítias, escrita quatro séculos antes de Cristo, na qual esse renomado discípulo de
Sócrates, filósofo e iniciado grego que gozou  na antigüidade de alto e merecido 
prestígio, confirma todas estas tradições. Para o trabalho que estamos fazendo, considerada sua feição mais que tudo 
espiritual, basta­nos a tradição.
*Por último, quanto aos habitantes sobreviventes desses dois cataclismos,
resta dizer que parte se refugiou na América sobrelevada, vindo a formar os povos
astecas, maias, incas e peles­vermelhas em geral, ainda hoje existentes; parte
alcançou as costas norte­africanas, vindo a trazer novo contingente de progresso aos
povos ali existentes, principalmente aos egípcios; e uma última parte, finalmente, a
de importância mais considerável para a evolução espiritual do planeta, ganhou as
costas do continente Hiperbóreo, para leste, onde já existiam colônias da mesma
raça, para ali emigradas anteriormente, como já dissemos, e cujo destino será em
seguida relatado. Assim, com estes acontecimentos terríveis e dolorosos, extinguiu­se a
Quarta Raça e abriu­se campo às atividades daquela que a sucedeu, que, sobre todas
as demais, foi a mais importante e decisiva para a incipiente civilização do mundo.

OS EXILADOS DA CAPELAOnde histórias criam vida. Descubra agora