Bailey Mazon, uma garota de 21 anos que decide refazer a sua vida na cidade grande. Como primeiro emprego, ela acaba trabalhando de assistente para Holand Leroy, um empresário bem sucedido.
Talvez, só talvez, o destino possa os ter juntado por algu...
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"Bem vindo a Hollywood. Já viveu um sonho hoje?"
Acordei ao som irritante do despertador. Ótimo, segunda feira. Eu com certeza estava feliz, era o dia da minha entrevista na Company Leroy e eu estava bem mais que ansiosa para aquilo, por outro lado, eu odiava a acordar cedo e estava particularmente desacostumada.
Depois de me aprontar, vesti uma blusa azul de manga comprida e uma calça preta, desci para a cozinha, afim de tomar café com Zaylla, que impressionantemente já estava de pé. — Bom dia, querubim — falei, dando um beijo na bochecha da minha colega e sentando ao lado dela. — Bom dia, está pronta para enfrentar o diabo? Quando eu a olhei com a boca aberta, Zaylla riu. Ela vinha fazendo piadinha sobre Holand Leroy desde o dia em que descobrimos que seria ele a fazer a minha entrevista, já que Daves, que era quem as fazia, como de costume, não poderia ser influenciado pela minha amizade. — Você está brincando, certo? Ele não é tão ruim — perguntei, tentando parecer civilizada, mas estava, na verdade, desesperada. Zaylla voltou a rir, enquanto bebia seu café quente e amargo assim como o seu coração agora. — Estou, ele não é tão ruim assim, na verdade, mal o vejo — minha amiga confessou, me deixando menos apreensiva.
Fazia sol naquela manhã, assim como todas as outras desde o dia que eu havia chegado, mas ainda assim estava levemente frio. As pessoas corriam pelas ruas como se estivessem no seu último segundo de vida e os carros buzinavam impacientes no trânsito. Eu nunca havia saído numa segunda de manhã e sinceramente era um pouco assustador. Zaylla só trabalhava durante a tarde então, a menos que fosse querer ser chamada de intrometida, ela decidiu não me acompanhar, o que eu não sabia dizer se era bom ou incrivelmente ruim. Nosso apartamento não ficava tão longe do prédio, então não demorei nem meia hora para chegar a pé. Era um prédio alto com uma fachada luxuosa. Alguns carros entravam na garagem e outras pessoas, assim como eu, subiam pelo hall, indo até o elevador. — Segura. Espera, espera — pedi, gritando, enquanto corria até o elevador e o via fechar devagar — Merda. — Tão nervosa assim no seu primeiro dia? — ouvi uma voz familiar atrás de mim. Josh estava lá, parado, segurando um grande copo de café e com um sorriso divertido brincando nos lábios. — Quem me dera, vim fazer a entrevista — falei, apertando a alça da bolsa que estava pendurada no meu ombro, de forma nervosa. — Claro, bem, boa sorte, você tem gênio o suficiente para enfrentar as outras candidatas — ele disse, enquanto entrávamos no elevador. Ao notar meu olhar curioso, ele sorriu — Bem, digamos que elas não são tão... qualificadas. Talvez Josh quisesse me fazer sentir menos pior, mas bem, ele não tinha motivos para isso, né? De qualquer forma, o agradeci com um sorriso enquanto desviava o meu olhar para meus próprios pés.
O elevador parou e Josh se preparou para sair. — Fico aqui. Boa sorte lá com o todo poderoso — ele disse, afastando-se e antes das portas voltarem a fechar, ele me lançou uma piscadela. O elevador voltou a subir e só parou no décimo primeiro andar, mais conhecido como o andar do "todo poderoso". — Oi, posso te ajudar? — uma mulher aproximou-se de mim, com cautela. Ela tinha um sorriso torto nos lábios e usava um blazer rosa choque. — Sim, eu... bem, estou procurando a sala do senhor Leroy. Vim para a entrevista — falei, tentando gaguejar o mínimo possível, o que só deixou minha voz ainda mais falha. — Claro, venha comigo — ela pediu e eu a segui. A mulher me levou até o fim do corredor e me indicou a última porta. Era uma porta grande de madeira, tão alta quando tudo o que tinha ali. Suspirei pesadamente, sentindo que eu poderia desmaiar a qualquer momento e bati. — Pode entrar — uma voz grave soou de dentro da sala e eu o fiz. Quando fechei a porta atrás de mim e virei-me para a frente, pude constatar que talvez a moça não tivesse entendido o que eu queria, apesar daquela sala parecer sim a do senhor Leroy. O rapaz que me esperava na cadeira atrás da grande mesa não parecia com o homem que estava no grande quadro bem atrás dele, com um enorme letreiro bem debaixo da foto Holand Leroy. — Pode vir até aqui — o rapaz falou e só então percebi que eu ainda estava parada na porta.