━━━━━━ • 𝐼𝑧𝑢𝑘𝑢 𝑒 𝐾𝑎𝑡𝑠𝑢𝑘𝑖 • ━━━━━━
Uma simples tatuagem virou de cabeça para baixo a vida de três amigos. Amigos esses que guardavam muita coisa para si, mas depois da quatro da manhã nada consegue ficar em segredo por muito tempo..
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17:30
— Mo!!! — A Mina grita ao me ver virando a esquina. — Vem logo garota, estamos atrasadas!
— Calma aí,cara. — conserto minha mochila e apresso o passo para ficar do seu lado.
— Que foi? Não dormiu? Tá com uma carinha acabada, hein.
Dou um riso fraco e continuo andando ao lado dela até a casa da Jirou..
— Seu carro foi quebrar agora?!— a rosada reclama — Nasci pra andar de metrô não,hein Morgana. Se vira aí com teus b.o — sorri..
— Minha mãe já levou pro conserto, fica de boa. — bocejo — Cacete, eu tô moída.
— Ficou até que horas lá no Midoriya? — meu corpo se arrepia ao ouvir seu nome — Eita menina, o que foi? — sorriu — Lembrou da dor da agulhada?
— É… — balanço a cabeça para os lados, tentando esquecer o que aconteceu ontem a noite — Quase isso.
Coloco um riso forçado no rosto e escuto tudo o que a Mina falava. Bom, escutar é uma palavra muito forte, digamos que eu tô vendo a boca dela batendo, pois eu não consigo afastar meus pensamentos do dia anterior.
— Morgana!! — Ouço a Jirou me gritando, e pela expressão que está, parece que tá fazendo isso a muito tempo. — Cacete garota, eu tô te chamando a mó tempão. — me puxou para um abraço. — Você tá bem? Tá branca demais.
— Tô… — respondo e limpo a garganta em seguida. — Tô bem, mas vocês têm água aí? Minha garganta tá seca.
Ashido me entrega sua garrafinha amarela, e sem demora nenhuma eu a abro e bebo quase a metade, enquanto as duas me encaravam assustadas com meu comportamento.
— Uh!... Valeu — devolvo — Vamos?! — sorri
— O que tá acontecendo com você?
— Nada. Eu tô ótima!
— Você tá tremendo, Mo! — Jirou diz.
— É que eu tô com um pouquinho de frio.
— Frio? No Rio de Janeiro? 30 graus!? — não consigo formular outra desculpa, então me sento na sombra de uma árvore e as duas me seguem..
Ficamos em silêncio por exatos cinco segundos, até que eu digo:
— Não me julguem.
A cara de aflição da Jirou se faz presente
— O que você fez?
— Não.Me.Julguem!
— Tá, tá. Fala logo, eu tô ficando nervosa.— Ashido diz, abanando as mãos por conta da empolgação.