~ Capítulo 38 ~

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Hermione

Ter minha vida daquela forma era uma dádiva. Jamais pensei em Draco fazendo tanta diferença para mim, no entanto agora não imaginava mais minha vida sem seu Abraço, seu carinho. A simples mensão de um possível distanciamento, mesmo por horas que não fossem a do nosso trabalho, fazia–me demasiado triste e eu me perguntava sinceramente, a que ponto havia aberto meu coração. Sorri boba assim que a lembrança de seu convite para morar novamente em sua casa, invadiu minha mente. Estava tão imersa em meus pensamentos que demorou alguns segundos até eu sentir um beliscão e fazer uma careta, encarando Helena com o cenho franzido a minha frente.

- Aí! – eu resmunguei – o quê? - perguntei não acreditando que minha funcionária e agora grande amiga, havia feito aquilo. Ela estava me olhando de forma engraçada. Parecia furiosa e querendo rir ao mesmo tempo.

- Estou chamando você a horas, Hermione. Aceite de uma vez ir morar com Draco e pare de ficar assim durante todas as reuniões. Isso aqui – ela disse circulando o dedo indicador – é o seu ambiente de trabalho.

- Sabe, eu poderia demitir você por isso.

- E então você estaria completamente perdida, sem uma secretaria a menos de 3 dias do casamento da sua amiga e com Shacklebolt muito irritado. – ela disse convicta, mordendo o lábio em clara confissão de que segurava um sorrisinho de vitória.

- Você é ridícula. Se viesse para Hogwarts tenho certeza que seria uma serpente enjoada.

- impossível. Não sou sangue-puro

Revirei os olhos, aceitando minha derrota naquela discussão e rindo junto a Helena. Jamais imaginava que em questão de meses, aquela seria uma amiga tão importante. Ela resolvia todos os meus problemas, me ouvia atentamente e era a pessoa a quem eu mais confiaria tarefas sérias e complicadas. Helena era maravilhosa e o mais incrível é que ela não sabia disso, sendo sempre aquela garota sorridente e meiga, com os cabelos extremamente cacheados e os olhos verdes mais lindos que já havia visto na vida. Até mais belos que os de Harry. Draco também gostava dela, lhe achava leal e sua opinião era certa. A única coisa que ainda me incomodava era vê-la tão sozinha, sem ninguém ao seu lado. Pensei sobre isso e antes que pudesse conter minha língua, as perguntas já saiam.

- Por que você não tem um namorado, Helena? – Eu disse e assim que a percebi mudando a expressão e empalidecendo, me arrependi. Eu não havia perguntando nada demais, não era? Helena parecia discordar de minha tese. Pigarreou duas vezes antes de puxar o ar de forma esquisita.

- Bom, será que podemos nos focar no que realmente interessa? – me assustei um pouco com seu tom ríspido, mas não tirei os olhos dos seus – Desculpe, eu só... Não é uma boa hora para termos essas conversas. – ela tentou se retratar e eu apenas concordei com um breve aceno de cabeça. Seja lá o que a incomodava, eu descobriria. Ela estava se tornando minha amiga, afinal. Um pedaço importante do meu dia.

×××

O dia se passou rapidamente, depois que eu finalmente consegui me focar na grande papelada a minha mesa e agora estava em meu almoço, apreciando a calma de um pequeno restaurante bruxo, enquanto olhava pelas janelas lá fora os pingos grossos de água. A chuva era tão violenta e ainda assim acalmava meu coração e me fazia pensar em tantas coisas que eu nem mesmo conseguia distinguir meus sentimentos. Haviam dias que me questionava sobre aceitar a proposta de Draco, morar com ele. Era o que eu mais queria no momento,mas ainda tinha medo do que aquele passo importante poderia significa para nós dois. E se não desse certo? Esse simples pensamento fazia com que meu estômago embrulhasse e eu não podia nem sequer considerar tal coisa. Estava tão ferrada e entregue, que já não conseguia imaginar um dia longe do meu loiro. Mais uma vez as lembranças se chocavam contra mim, mas dessa vez era outra coisa que teria de repensar. Apenas fechei meus olhos e me deixei envolvida pelas sensações de nossa primeira vez. Draco tocando meu corpo com tanta veneração, como se quisesse marcar não só a meu corpo, mas também minha alma. Percebi que a respiração estava um pouco difícil e a doce dor me fazia apertar as pernas para disfarçar aquela tensão. Já fazia quase um mes que ele não me tocava e eu entendia. Não o estava dando o mínimo espaço para isso com a minha dúvida de morar com ele e toda a correria que era a minha vida. Agora no entanto, eu o queria tanto.

I Will Always Love YouHistórias para pegar e não largar. Descubra agora