Ela estava ali, parada e sentiu cada pêlo de seu corpo sobressaltar-se. Já estava morando sozinha a mais de duas semanas e nunca conseguiu sentir o cheiro dele assim; pelo menos não tão forte. Apenas fechou os olhos e ainda de pé, permitiu que aquele cheiro invadisse suas narinas e a deixasse ainda mais extasiada, ainda mais entregue. Será que tudo isso era o efeito do que a ruiva havia lhe contado? Sua pergunta foi respondida no momento em que duas mãos grandes e fortes seguraram sua cintura, a fazendo pular de susto e virar-se com brutalidade, colocando a varinha no peito do indivíduo.
- Mas que po...
- Calma, pequena. Sou eu, sou eu - ele disse assustado e com as mãos levantadas. Hermione respirou aliviada e guardou a varinha.
- O quê você está fazendo dentro da minha casa? - perguntou com uma dura expressão.
- Olha, eu sei que não deveria fazer isso, sabe? Invadir a sua casa assim... Mas a culpa também é sua de não ter colocado um feitiço de proteção. - Ele disse sem pensar, com aquele nervosismo. Queria muito ter essa conversa com ela, mas agora que estava em sua frente, não sabia como agir.
- Deixe-me ver se entendi: você vem aqui em minha casa, abre a porta provavelmente com Alohomora, fica em minha sala sendo que eu deixei mais do que claro que não queria ver você tão cedo e a culpa de estar aqui é minha por não ter colocado nenhum feitiço de proteção em uma casa que nunca foi invadida por ninguém e que é numa rua principal de um povoado bruxo? É, eu realmente devo ter muita culpa - Ela disse sarcástica.
- Tudo bem Hermione, eu entendo a sua chateação e sei que eu não deveria estar aqui, mas uma das coisas que eu aprendi na minha vida e que não abandonei é encarar meus problemas de frente. Se eu viesse aqui e batesse na porta, você iria abrir?
- É claro que não!
- Exatamente. Já sabendo disso eu vim aqui e corri o risco de ser estuporado ou azarado só porque preciso falar com você. Você pode me ouvir? Eu prometo por Salazar que depois disso eu saio daqui e não volto enquanto você não chamar.
Hermione respirou fundo pesarosa e estressada, mas mesmo assim assentiu. Colocou sua varinha sobre a mesa de centro da sala e sentou-se no sofá de qualquer jeito, aguardando a explicação dele.
- Pronto, agora você fala e depois cai fora.
- Certo - ele começou e respirou fundo de nervoso - já fazem duas semanas que eu estou com saudades, que preciso conversar com você, mas eu te dei esse tempo porque sei que você precisava reorganizar a sua vida, mas a cada dia que eu chegava naquela casa e sabia que não ia encontrar seu sorriso ou mesmo seu mau humor característico, eu ficava estressado e irritado. Sua presença ali era o que me acalmava!
Ele deu uma pausa para que se ela quisesse falar algo, falasse. Porém, ela estava parada, com aqueles olhos âmbar arregalados o encarando e ele sentiu até uma ponta de nervosismo e gostou; gostou de saber que deixava aquela mulher extraordinária nervosa. Percebendo que ela não falaria nada, prosseguiu.
- Sei que o que eu fiz não tem justificativa, tampouco é algo que se possa perdoar tão facilmente, mas você já parou para pensar por um segundo sequer, o que diabos eu fui fazer ali? Não, eu presumo. Eu fui ali porque não aguentaria mais um dia sequer sem te olhar, sem sentir teu cheiro ou mesmo sem...
A essa altura a castanha já estava completamente vermelha e sentia seu coração bater mais forte. Apesar da distância entre os corpos, o clima entre eles era de puro desejo. Apesar de querer muito beija-lo, não iria quebrar o seu orgulho daquela maneira, tão fácil.
- Você não deve desculpas apenas a mim. - falou seca - todos os insultos que você deferiu a mim me magoaram sim e muito, só que eu entendo o fato de você estar completamente bêbado e só falar bobagens, mas o que você fez com o Rony foi muito além disso. Quase destruiu a única chance que ele tinha com a mulher que ama, deu um murro nele e o fez passar vergonha na frente de vários homens. Um auror sendo agredido por um bêbado! Você tem noção disso? - concluiu
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I Will Always Love You
FanfictionEle? Após a guerra, seguiu sua vida basicamente fazendo apenas o que sua profissão pedia. Com o coração partido, não sabia o que era amar e nem queria aprender nada sobre isso, achando que sua solidão era realmente do que precisava Ela? Era doce e s...
