Epílogo

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5 anos depois

Hermione

Era sempre maravilhoso acordar sentindo os braços de Draco à minha volta, me protegendo me aquecendo, me acolhendo e ao mesmo tempo me deixando tão livre. Mesmo depois de tantos anos essa sensação não mudava em nada, pelo contrário, só aumentava... E exatamente por aquele motivo eu acordei um pouco mais cedo do que o normal para um domingo ensolarado no mês das minhas férias, procurando de forma incessante pelos braços fortes de meu querido marido. Percebendo que ele realmente não estava ali levantei da cama com alguma dificuldade e sentei, tendo como prioridade primeiramente me situar coisa que até então não tinha sido possível por causa da rapidez com que acordei. E então de repente, tudo fez sentido.

Draco, as crianças e eu estávamos na casa da praia, em Malibu, curtindo mais uma das muitas férias que íamos parar ali. Eu continuava não acreditando que aquele paraíso era nosso, mesmo depois de tantos anos, não me acostumava ao fato de ter uma vida tão feliz como se fosse um conto de fadas. Draco e eu nem mesmo brigávamos, pelo menos não de verdade. Sempre acontecia de termos opiniões divergentes, pouquíssimos desentendimentos que começavam em qualquer parte aleatória da casa e sempre terminavam na cama. Biquinhos de chateação da parte de ambos, que também sempre arrancava risadas do outro e alguns beijos. Ah, eu amava aquele homem de todas as formas possíveis.

Formas... Ah aquela palavra trazia à tona várias lembranças maravilhosas, inclusive da noite anterior. Eu deveria estar com a maior cara de idiota enquanto passava a mão pelos cabelos e mordia o lábio tentando conter o sorriso, de ninguém em especial. Olhando o meu estado, eu poderia dizer que estava 0% apresentável, com aquela blusa de Draco em meu corpo, a única peça que eu vestia. Outra coisa surpreendente em nosso casamento era a maneira que ele sempre me deixava: completamente desestabilizada e parecendo uma adolescente. Eu podia lembrar de cada beijo que ele havia depositado em mim à poucas horas atrás. Também conseguia sentir cada sensação como se as estivesse vivendo naquele exato momento. Mas de tudo, o que mais deixava-me admirada, era a sua capacidade de tornar nossa família tão feliz, tão completa.

Levantei da cama ainda com esse pensamento e mudei de roupas rápido, ainda sem nenhum sinal dele ou das crianças. Desci as escadas que davam em direção à grande sala com vidros por todos os lados e procurei por eles, mas ainda não os havia encontrado. Olhei mais atentamente pela casa e percebi que havia um café da manhã completamente pronto e apetitoso na ilha e me aproximei mais animada, então.

Não foi nenhuma surpresa ver que havia um prato com ovos e bacon, uma taça de suco de laranja, alguns doces e um pequeno bilhete destinado à mim, do lado de uma rosa. Sorri ainda mais com aquilo.

"Assim que terminar seu desjejum, solicitamos sua presença na praia senhora Granger-Malfoy, vulgo mamãe."

Eu continuava sem acreditar na minha bendita sorte, mas jamais reclamaria por tê-la. Comi o mais rápido que pude para não perder nenhum segundo a mais. Cada momento ao lado dos meus amores, era precioso. Assim que terminei, fui em direção à porta, podendo ter certeza de cada sensação avassaladora e predominante naquela casa enorme: O vento no meu rosto, a areia que certamente estava ali por culpa dos pés descalços das crianças, entrando e saindo de casa, o cheiro da água salgada e o calor que as paredes não conseguiam disfarçar. Era tudo tão incrível que eu me permiti andar mais devagar para admirar toda a beleza da minha vida. Três filhos maravilhosos e inteligentes que enchiam meus dias de alegrias e sorrisos, um marido presente e carinhoso, amigos loucos e felizes que me completavam perfeitamente, a paz de espírito que eu nunca imaginei ter, um ótimo trabalho. Era tudo tão perfeito que eu realmente me perguntava se não corria um tremendo risco de acordar assustada no hospital e descobrir que era tudo um sonho e que na verdade eu continuava sem minhas memórias.

Desci os pequenos degraus que separavam nosso piso da areia branquinha e morna e procurei pelas pessoinhas que eram o motivo de uma vida completa e única e não me surpreendi ao vê-los correndo e brincando. Scorpius como sempre, corria de Megan, sua irmã mais nova, agora com seus 4 anos, quase 5, que sempre queria bater-lhe por provocá-la. Aysha dava uma lição de moral em Draco, que ria muito dos outros dois e eu me permiti rir também. A minha família era perfeita sim, e o que me dava a certeza disso, era ver que eles eram tudo o que eu pediria as divindades e ainda vinham com uma coisinha de brinde: Loucura. E quando eu me referia à família, estava falando de todos. Meus filhos e esposo, os Weasley's, Helena, Claire, Pansy, Harry e Gina e todos os outros possíveis malucos que poderiam querer fazer parte dela. Eu era a mulher mais sortuda do mundo. Ou a mais azarada. E isso era o suficiente para me fazer a mulher mais completa de todas, pois de uma coisa eu tinha certeza... Loucos ou não, eles sempre estariam comigo. E foi quando esse pensamento me ocorreu que meus olhos e os de Draco se encontraram em meio a sorrisos. Mesmo longe, eu tentei transmitir á ele tudo o que eu sentia naquele momento, que nem eu mesma conseguiria descrever em palavras, os meus olhos diriam tudo o que eu gostaria que ele soubesse naquele momento: "Eu vou sempre amar você." E não me importava nenhum pouco de expor esse sentimento, porque havia reciprocidade ali. Então sim, eu sempre o amaria. Eu sempre os amaria.

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Notas finais:  Eu só quero agradecer mais uma vez a cada um de vocês, que me acompanharam até aqui. Não foi fácil essa caminhada, muito tempo em que demorei a trazer atualização para vocês, mas quero ser grata de coração, por tudo. E se você chegou até aqui sem desistir dessa história, mais gratidão ainda. Brevemente estarei postando outras histórias, não só Dramione mas também de outros shipps e eu espero realmente alcançar o coração e a aprovação de vocês com isso. Um grande beijo.


I Will Always Love YouHistórias para pegar e não largar. Descubra agora