Após uma maravilhosa manhã com sua mãe e pensando em Hermione, Draco decidiu ir para casa e organizar algumas coisas de seus pacientes durante a tarde, para que pudesse ver Hermione a noite.
A felicidade intensa de lembrar o gosto do beijo de Hermione em seus lábios e pensar em cada sensação que ela nem precisava esforçar-se para lhe causar era como uma chama que brotava e apenas aumentava em seu coração. Estava deitado em sua cama e lembrando da castanha, quando uma coruja entrou pela janela já aberta e jogou em cima dele uma carta. Apesar de se assustar com isso, apenas fez um carinho na cabeça da ave e a dispensou. Não tardou a que abrisse a carta assim que leu a remetente, com um sorriso de orelha à orelha, que infelizmente se desfaria em poucos instantes.
"Draco, eu não sei como te digo isso e muito menos o que faço para você me compreender, mas você sempre soube que não seria fácil se relacionar comigo.
Gina e Harry estão de casamento marcado e eu sou sua madrinha, madrinha esta que quase não auxilia ela em nada, por falta de tempo e isso está fazendo com que minha amiga se sinta só! Eu gostaria muito de poder te ver mais vezes, porém agora prometi me dedicar totalmente ao casamento que está próximo. Por esse motivo, estou indo morar n'A toca e infelizmente, você sabe que não é aceito lá principalmente por Gina que ainda sente muito rancor por sua família tê-la feito passar por aquele pesadelo no seu primeiro ano em Hogwarts. Por favor me compreenda, sim? Não me procure para não causarmos problemas à Gina! Acredite, estou muito triste mas quem sabe esse tempo nos ajude a compreender melhor nossos sentimentos?! Espero que você me perdoe, pois não está sendo fácil para mim.
Com todo meu coração,
Hermione Jean Granger."
Draco nem sequer demorou a sentir seu rosto queimar de raiva. Em um único momento ele quis fazer mil coisas; brigar com Hermione, procurar Gina e tentar conversar com ela, beber até cair, quebrar todos os móveis da casa e principalmente, ir até o ministério e enfiar na cabeça daquela castanha que eles precisavam um do outro. Porém, antes que fizesse uma loucura, ele respirou fundo e olhou para o relógio sobre a parede, que marcava apenas 11:00 da manhã.
'Okay, posso esperar pelo horário de almoço dela e tentar conversar.
Não, isso é uma idéia estúpida. Ela tem pouco tempo de almoço e muitas coisas a resolver.'
Ainda enraivecido, o loiro decidiu que iria aguardar Hermione em sua casa. Tomou um banho, arrumou-se e em seguida desceu para comer algo mesmo sem vontade, sabendo que passaria o dia inteiro fora.
A contragosto, esquentou sua comida no microondas e comeu rápido, para em seguida aparatar na casa da pequena castanha. Abriu a porta com alohomora e analisou a pequena sala; por um momento pensou em sentar-se no sofá e aguarda-la, mas por algum motivo sentiu vontade de explorar o pequeno ambiente em que Hermione morava; mesmo com raiva ele preocupava-se com o bem estar dela e queria saber se nada lhe faltava.
Após pisar no último degrau, deparou - se com um pequeno corredor onde haviam três portas e no final, uma varanda. Decidiu ir até ali, mas antes que isso acontecesse sentiu o cheiro de Hermione. Aquele misto de amêndoas, morango e livros antigos, um cheiro único e especial, então percebeu que arrepiou-se apenas pelo simples fato de imagina-la em seus braços. Olhou para o lado, de onde vinha esse cheiro e observou que estava na frente de uma porta e por um momento hesitou, mas logo abriu e observou o aconchegante ambiente em que se encontrava.
O quarto de Hermione era tão meigo quanto ela; sua cama era cercada de almofadas e ursinhos de pelúcia, uma poltrona cor de creme ao lado da cama, seu guarda - roupas com porta de correr e um grande espelho embutido no mesmo, uma pequena porta que deveria ser a do banheiro e um criado mudo. Draco observou tudo encantado; aquele lugar tinha o cheiro dela, o jeito dela, a energia dela! Sem pensar duas vezes, abriu o guarda roupa e deparou-se com uma pilha de roupas bem dobradas e organizadas e puxou qualquer uma, tentando não bagunçar nada. Então, inalou o cheiro dela e sentiu-se extasiado e em transe, por um momento quase esquecendo-se o motivo pelo qual estava ali. Só por um momento mesmo! Assim que terminou de inalar aquele aroma maravilhoso, dobrou a blusa e colocou-a no mesmo lugar enquanto ia em direção à poltrona que havia ao lado da cama, disposto a esperar por ela.
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I Will Always Love You
FanfictionEle? Após a guerra, seguiu sua vida basicamente fazendo apenas o que sua profissão pedia. Com o coração partido, não sabia o que era amar e nem queria aprender nada sobre isso, achando que sua solidão era realmente do que precisava Ela? Era doce e s...
