-Tenho uma história para te contar - sorri após o beijo -
-Ae? - ela me olhou meio intrigada -
-Você sabe a história da minha família ne? - fiz uma careta -
-Sim o altos cargos - ela riu - É seu longo patrimônio.
-Não é bem isso... A história mesmo.
-Tem mais? - ela se aninhou contra o meu peito -
-Claro que tem - ri - Muita coisa.
-Bom então comece.
-Bom deixa me pensar. Você sabe que meus pais se casaram e me tiveram, pipipopo né?
-Siiim, sempre te ouvia falar deles para mim.
-Enfim não e tudo um mar de rosas como parecia. Você se lembra que eles estavam sempre fora também ne?
-Oh é como - ela sorriu maliciosa - Adorava dormir colada em você.
-Era só isso? - meus olhos emanava desejo -
-Não. Tinha um menino chato que roncava e não deixava eu respirar direito porque queria dormi colado em mim - ela ria enquanto eu a apertava contra mim - Ei golpe baixo.
-Ta bem - afrouxei o abraço - Bom você também sabe que isso nunca foi problema para mim, que meus pais estivessem sempre fora, porque tinha sempre as melhores babás e toda uma estrutura para lidar com tudo.
-Hmm - ela murmurou -
-Bom e ai que começa a nossa história. Sempre lidei bem mas foi nesta altura que comecei a desenvolver os meus problemas de lidar com minhas emoções o que me dificultou muito a vida tanto no decorrer escolar quanto no meu cotidiano. Então fui morar um pouco com os meus avós em Toronto, até que resultou durante um tempo os meus avós paternos foram uma grande inspiração para mim além dos meus pais. Minha família já descendem de longas gerações no Canadá porém meu avô não conheceu minha avó por la enquanto era menino e brincava de futebol. Meu avô a conheceu enquanto lutava na Segunda Guerra Mundial. Vai parecer meio bobo o que vou dizer, mas ambos se tentaram matar, minha avó sendo uma alemã tradicional e meu avô um canadense. Nenhum dos dois não sabiam porque se sentiam tão atraídos um pelo o outro afinal eram inimigos. Porém conforme os dias passavam a situação da guerra ficava cada vez mais critica, que chegou a um ponto em que minha avó teve que esconder o meu avô ferido no porão de sua casa. Depois de todo o desenrolar da história o meu avô volto para o combate jurando voltar e buscar a minha avó. Os anos se passaram até que a guerra cessasse, neste meio tempo o meu avô andou por grande parte da europa mas nunca esqueceu a minha avô, quando a guerra acabou meu avô voltou ao mesmo lugar onde viu a minha avó a última vez e sua casa estava destruída por um bombardeio aéreo. Meu avô meio que sem esperanças começou a andar pelos destroços que sobraram pelas antigas ruas quando deu de cara com minha avó parada no meio da rua esperando. A mesma explicou que tinha fugido de casa na noite anterior por causa dos pais não aceitarem que ela amasse o inimigo então ela tinha se escondido na montanha em uma velha cabana, quando escuto o bombardeio e resolveu descer até a pequena vila. Meu avô não perdeu tempo em abraça-la e reconforta-la rapidamente. Eles logo vieram para o Canadá tiveram meu pai e o resto você meio que já sabe. Pronto com a gente eu meio que senti esse sentimento, necessidade de te proteger de tudo e todos. Você estava tão absorvida em seu próprio mundo que mal notava o quanto te desejei desde o primeiro dia. Todo o fingimento que tive que ter - ri - Não podia jogar logo de cara que era apaixonado pela irmãzinha mais nova do meu melhor amigo.
-Mas por quê?
-Existe um código de garotos aos quais estamos literalmente proibidos de ficar com irmãs de amigos - ri ainda mais - É o pior que nem e mentira.
-Isso chega a ser estúpido sabia?
-Então quer dizer que se você tivesse um irmão mais novo não iria se importar da sua melhor amiga desejar ele, para além do campo afetivo?
-Não porque isso já acontece.
-De novo? - perguntei -
-Sim - ela sorriu - Eles estão bem fixos agora. Ta vendo isso não e desculpa para mim, porque minha melhor amiga namora o meu irmão mais velho.
-Ta você ganhou, mas isto e diferente entre os garotos.
-Aiai masculinidade frágil.
-Nem um pouco, mas você não sabe o que ouvimos sobre você pelos corredores e os garotos.
-Não precisa me lembrar da fase má da minha vida por favor.
-Oh meu deus também não e assim você preferiu filtrar as coisas más você nunca ouviu a fundo mesmo as conversas que os garotos tinham - ri -
-E quais eram essas conversas?
-Bom, lembra de um dia de nevasca intensa? Quando o Lucas tinha o Jeep Renegade preto?
-Sim...
-Então esse dia nevou muito e viemos de reboque para casa, porque supostamente não conseguimos andar na neve com o jeep. Não foi bem assim, eles furaram o pneu do carro - fiz uma careta -
-Quem?
-O Jackson e o Leon.
-Ah? Não estou entendendo nada. Por que eles faria uma coisa dessas? Vocês não se davam bem?
-Dar se bem com aqueles dois e uma palavra muito forte - fiz uma careta -Bom voltando a história era dia de jogo e ganhamos, foi bem no dia que te dediquei a vitória, porém foi mentalmente porque ainda não tinha coragem de falar nada e seu irmão não poderia saber ainda que gostava de você. Estavamos no vestiário se trocando para ir para a festa de comemoração logo a seguir quando aqueles dois idiotas começaram a falar sobre você. Começaram a falar de como você estava ficando bonitinha desde que tinha começado a conviver comigo, e que eles estavam prestando atenção em você nas aulas de educação física, e o que não dariam para ser o seu short já que ficava bem agarrado a sua bunda. Então eles estavam bolando um plano de dar em cima de você para ver quem era o primeiro a te comer. Nisso eu ouvi tudo isso calado e quando terminaram de falar puxei seu irmão de canto e contei tudo. Nisso batemos neles os dois, por isso eles não foram a festa logo a seguir e com raiva alguns dias depois eles aproveitaram de estarmos com o jeep enquanto estávamos distraídos arrumando as coisas no vestiário eles furam os pneus e nos trancaram no galpão de equipamentos. Não sei quem era mais criança ali daqueles dois. É você não sabe nem de todos os acontecimentos.
-Caralho estou amando saber mais do outro lado da história - ela riu enquanto olhava apaixonada por mim - Gosto de tudo isso que estamos aqui mas podemos parar de pensar no passado e pensarmos aqui no agora? - ela sorria -
-Orgaminezia - bati a ponta dos dedos na sua têmpora - Você não deveria ter um apetite assim a estas horas.
-Por que não? - ela pegou um pouco de chocolate e derrubou em cima de mim -
-Foda! - comecei a beijar ela enquanto o chocolate grudava os nossos corpos como uma cola -
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O Assistente Dominador.
RomanceDe passados traumáticos, um jovem assistente com um passado assombroso que nunca o deixa esquecer as marcas de seu passado, uma chefe que e extremamente durona mas por dentro de um muro de autoproteção se esconde uma jovem mulher que foi muito mal...
