Capítulo 50

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As portas se abriram em um estalo. A casa estava cheia afinal era o último dia do ano. Era ano novo. Ouvia se as vozes das crianças brincando, os flocos de neve caindo a música baixa tocando, o brindar dos copos. Mas o barulho da porta foi o mais alto deixando tudo em completo silêncio.

Dando espaço a mim uma pessoa nova. Cercado de seguranças de um lado do outro Ash foi o primeiro a me ver.

-Ash eu estou aqui para falar de negócios é não quero ferir ninguém, então não fiquei na minha frente. Por favor odiaria te machucar.

Ele me olhou determinado.

-Nem ligaria para a polícia.

Com um suspiro ele segui para a sala de festas. Onde estavam todos. Júlia estava nos braços de Lucas, Taylor e Clara dançavam uma valsa lenta perdidos dentro da sua bolha. As crianças brincavam entre eles. Alice estava parada me olhando perplexa, afinal ela duvidava que eu iria mesmo fazer isso.

Tossi.

-Nathan! - Clara foi a primeira a me notar e correr para um abraço -

Aquilo era como um paraíso para mim, o seu cheiro, seu cabelo macio, o seu corpo colado ao meu, o calor de nossos corpos.

-O que você esta fazendo aqui. Ainda mais com tantos seguranças?

-Se fosse vocês eu me sentava.

-Você esta me assustando Nathan.

-Paaai - Olivia gritou -

-Pai? - todos questionaram -

-Sim é meu pai tenho a certeza disso. Minha mãe me mostrou uma única vez uma foto do meu pai. Esse é o Nathaniel o meu pai.

-Não Ollie esse é o Nathan, um grande amigo nosso. - Clara sorria - você deve estar confundido. Nathan? Me ajuda.

-Sente- se todos por favor!

Sem muito jeito puxaram algumas cadeiras e se sentaram sem jeito. Enquanto eu pensava em quais palavras eu iria falar.

Suspiros.

-Bom vocês sabem que minha mãe fugiu do meu pai. Mas não sabia da história completa até um certo tempo atrás é vai por mim ninguém vai querer saber. Principalmente por haver crianças e adolescentes nesta sala. - balbuciou gesticulando com as mãos para os três sentados no meio dos adultos - Tive pouco convívio com ele, mas lembro de algumas feições, alguns tempos atrás vi algo na tv que eu jurei não acreditar - ri nervoso - o meu pai estava na tv nada mais nada menos com você - apontei o dedo para ela - É eu também reagi assim com essa cara de surpresa. Lembrei de tudo o que minha mãe passou com ele, mas pensei as pessoas mudam certo? Podemos dar uma chance para as pessoas, todo mundo tem o direito de uma nova oportunidade. Porém eu estava errado mais uma vez, quando vi o que aconteceu com você me senti tão culpado me sentia um lixo. Eu deveria ter te protegido merda. Então decidi saber mais a respeito do meu pai é todo o seu passado sujo. Ele basicamente veio de toda a merda que vocês possam imaginar. É devido ao status da minha família ele conseguiu se meter no mundo dos negócios facilmente e firmando acordos, menos com alguns poucos e raros encontros de negócios saiam errados. Foi aí que ele fundou a Ordem. Mas ele ficou obcecado por uma certa família que o negou completamente. Averys. Isso soa engraçado porque é justo a família que acolheu a sua mulher e seu filho. Então obcecado traçou um plano para chegar a filha que estava frágil com a morte do pai. Mas como todos nós podemos saber não terminou muito bem isto. Eu me sentia culpado por tudo isso, então decidi resolver todo esse banho de sangue com minhas próprias mãos. Comecei um plano meticuloso de limpeza, primeiro matei o meu pai. Depois assumi o seu lugar. Não se deixa um grande trono como este sozinho a muita cobiça nos dias de hoje. Pelo o caminho acabei percebendo o papel da Ordem na sociedade e vi que não poderia acabar com ela. Conheci pessoas pelo o caminho que gosto de chamar de meus peões assim como a mãe da minha amada filha. Angelina. A quem me deu a minha filha linda Olivia, meu pequeno peão que um dia será uma grande rainha nesse grande jogo de tabuleiro. Hoje estou aqui não para ferir alguém ou me impor. Eu estou aqui para tomar o que é meu.

O Assistente Dominador.Onde histórias criam vida. Descubra agora