Christian estava me esperando na porta do meu apartamento e estava com uma cara feliz.
-Então cara, ficou feliz por te ver - ele me deu um aperto de mão-
-Eu também, mas o que te traz aqui?
-Watson quer nós três de volta ao batalhão.
-Mas para quê? - coloquei a mala em algum canto e fui olhar a geladeira, estava cheia.- Quer alguma bebida?
-Sim joga uma red bull para mim. - retirei um para ele e joguei-
-E sobre a Angel, bom é e não é.
-Fala logo - bufei-
-Ela teve uma filha e ela deu para a adoção, essa mesma criança foi criada pela comandante do batalhão de Angel. A menina cresceu e descobriu quem era a mãe dela, e você foi o único cara que sabemos que esteve com ela a alguns anos atrás. Watson só quer ter a certeza de que você não é o pai dela. - ele solto o ar do pulmões.
-Quantos anos essa menina tem?
-Uns quatro ou cinco anos, mas não se engane, ela é mais inteligente do que parece. Angel a criou durante um ano, até doar para um orfanato no Novo México e por estarmos monitorando ela chegamos até a criança.
-Hummm- me sentei no sofá, pensativo- Era só isso? Por que Watson não me ligou? Ele sabia que tenho linhas confiáveis e por que você não me ligou?
-Porque só ficamos sabendo disto agora, até todo este tempo a bomba não tinha estourado.
-Tudo bem, devemos estar lá quando?
-Supostamente deveríamos estar lá essa noite, mas Watson soube dos ocorridos e disse que nos quer sem falta amanhã a tarde.
-Está bem, pode ficar se quiser eu tenho que ir até a Star agora, então a casa é sua se quiser ficar.
-Eu fico.
-Ta bem.
Me dirigi ao meu quarto, deitei na cama e pensei em nossa única noite juntos, não poderíamos ter concebido essa criança. Usamos camisinha, eu tomei todo o cuidado possível. Isto só pode ser um pesadelo. Fiquei deitado na cama revirando a minha cabeça a muito tempo, mas me obriguei a levantar e tomar um banho frio.
Vesti uma calça jeans surrada, uma blusa branca leve e uma bota qualquer. Fui em direção a empresa, mas eu não tinha nada a ser feito nela. Eu só queria ver Catherine, fazia tanto tempo que mal me recordava de seu rosto e sua voz doce.
Alguns minutos antes...
Tay: Cat? Sou eu o Taylor. Bom não sei se você tem o meu número salvo e enfim, desculpa estou enrolando. Quer sair agora comigo?
Cat: Oiiii. Claro porque não sairia? Podemos nos encontrar na Talk-24 tem ótimos pratos.
Tay: Sim por mim tudo bem, te vejo em 15 min.
Cat: Te espero bonitão.
Quando vi já estava dentro do carro dirigindo por Seattle indo rumo a este restaurante com nome esquisito, mas eu queria algo para me deixar disperso. Era muita informação em um curto período de tempo, isso me deu um nó mental, enquanto eu nem terminei de desatar o último nó que eu tinha feito com a Clara.
-Eu sou um otário - bati no volante, que deu uma buzinada chamando a atenção da Catherine.-
Sai devagar do carro, adentrando sem graça ao restaurante. Ela estava com um sorriso estampado no rosto que a deixava mais linda, ela estava usando uma blusa branca com jaqueta de couro preta e calças cinzas com alguns rasgos. Ela me olhava tentando penetrar o meu olhar que se encontrava distante e vazio.
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O Assistente Dominador.
RomanceDe passados traumáticos, um jovem assistente com um passado assombroso que nunca o deixa esquecer as marcas de seu passado, uma chefe que e extremamente durona mas por dentro de um muro de autoproteção se esconde uma jovem mulher que foi muito mal...
