De passados traumáticos, um jovem assistente com um passado assombroso que nunca o deixa esquecer as marcas de seu passado, uma chefe que e extremamente durona mas por dentro de um muro de autoproteção se esconde uma jovem mulher que foi muito mal...
Eu me assustei com a frieza em seu olhar, por um momento pude jurar que seus olhos ficaram negros, um olhar mortal e sombrio. Sua face estava ilegível. Ela abaixou a cabeça e seguiu até a porta do seu quarto. Já eu? Somente obedeci sua ordem de me retirar e aguardá-la sentado na sala.
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Clara De repente, eu senti o meu sangue congelar por alguns minutos. Quando vi a porta entreaberta, por um momento achei que iria desmaiar, mas me mantive firme e forte. Claro estava aterrorizada, mortificada, totalmente paralisada. Todas as possíveis palavras e ações de uma pessoa que estava congelada por medo. Por um impulso tive de ser rude e amarga com ele, dava para sentir a rigidez e a sequidão das palavras que saiam como uma ordem rude.
Eu não podia, eu não pude...
Entro no meu quarto calada e cabisbaixa, me encosto contra a porta e deixo o peso do meu corpo me arrastar para baixo, junto ao chão, onde me abracei junto às minhas pernas e esperei ouvir o ranger das escadas com o seu descer. Procurei desesperadamente o por meu telefone e liguei logo em seguida para Julis. Não me importando se ainda era 8:30 da manhã.
- Alô?! - acompanhado por um bocejo.
- Júlia... Você não vai acreditar no que acabou de acontecer...
- E nem você se eu te contar que são 8:35 da manhã. Por que diabos está me ligando a esse horário?
_É a minha irmã? Manda ela ir dormir, ainda está super cedo para tagarelagem_ - disse Lucas ao fundo da chamada.
- Manda ele se fuder por mim.
_Ela mandou você ir se fuder... Oh shiuu, ela é sua irmã mais nova, você deve cuidar dela e não dizer isso que acabou de dizer_
- O que ele disse?
- Esquece, não vale a pena. Mas me diz por que você me ligou a essa hora?
Forcei as palavras a saírem por causa do pânico que ainda corria em minhas veias.
- Fui ao quarto ontem a noite, me empolguei e passei da conta... Com alguns barulhos, mas não é onde eu quero chegar ainda. Enfim, voltei pro meu quarto o dia estava quase clareando. Quando cheguei ao quarto tinha uma mensagem de Simon sobre os documentos da parceria com as empresas dos Clark e dos irmãos Campbell. Voltei agora mesmo e o Taylor estava a agir de um modo estranho, falei a mim mesma que era paranóia minha, mas eu estava certa, ele até me beijou para que eu não visse o que foi feito...
- Espera, espera. Ele te beijou?
- Sim...
_Quem beijou a minha irmã? Quem é o ser? Me diz Júlia..._
- _Cala a boca Lucas._ Continua Clara.
- Ele tentou de todo modo que eu não subisse para o andar de cima, mas eu subi. Não percebi mais nada de estranho, então resolvi ir para o meu quarto e tomar um banho, quando decido voltar e pedir algo ao Taylor, encontro ele perto da porta do quarto e um cartão na mão e a porta meio aberta. Eu não soube o que fazer. Então o mandei esperar na sala.