Estavamos todos reunidos na sala a pedido de Tomura.
Tomura: Bom, chamei vocês para anunciar uma coisa. Ja que a S/n voltou, vamos mudar de esconderijo novamente. Um bem mais seguro e dentro da cidade.
Twice: Mas não é arriscado demais? Os heróis estão nos procurando por toda parte, e principalmente na cidade
Tomuta: Será melhor se irmos, sei que eles estão nos procurando por toda parte. E logo eles viram pra cá. E lá temos mais recursos de defesa e ataque.
Akane: E quando vamos nos mudar?
Tomura: Ainda não sei, mas em breve. Quanto mais rápido nos mudarmos, melhor. Todos de acordo?_ todos presentes concordaram_ Ótimo, podem voltar o que estavam fazendo antes.
Cada um foi para seu quarto depois da notícia do mesmo. Akane foi comigo até o meu quarto, ficamos conversando por algumas horas, depois ela foi para seu quarto descançar.
Aproveitei o tempo livre e bem aconchegante, por conta da chuva, peguei um dos meus quadros que faltava terminar, algumas tintas e pincéis.
Por falta do cavalete, o posicionei no chão encostado na parede mesmo, me sentei de frente a ele e comecei o meu trabalho. Ousso batidas na porta.
Eu: Pode entrar, está aberta_ ousso a porta abrir e logo fechar, estava tão concentrada que nem liguei pra quem havia entrado no meu quarto.
Dabi: Até que você tem talento_ ele disse perto do meu ouvido com sua voz rouca e um pouco manhosa me causando arrepios_ Quem diria que uma vilã pintava.
Eu: Assim como todos os humanos eu tenho o direito de me expressar. E não é porque sou uma vilã que eu não tenha sentimentos. Sou um ser humano igual a todos.
Dabi: Que profundo, isso toca a minha alma suja e queimada_ ele coloca a mão sobre o peito fazendo uma pose um tanto dramática me fazendo revirar os olhos.
Eu: Que pena que ela seja assim.
Dabi: Não vai me dizer que a sua é a mais limpa e pura do mundo_ ele me olhava com deboche, o olhei de canto_ ninguém é santo nesse mundo de merda.
Eu: Eu sei disso. Você é a prova_ ele ri.
Dabi: Você também_ ele se afasta de mim e se deita na minha cama. Folgado.
Eu: Valeu por me trazer ontem a noite. E desculpa pelo incómodo.
Dabi: Não foi nada_ ele tira um cigarro do bolso de sua calça_ O que está pintando?
Eu: Uma praia. Sério que não dá pra notar que é uma?_ olhei para o moreno.
Dabi: Não é nada disso. Eu só queria.... Deixa pra lá_ dei de ombros voltando a pintar.
Escuto o barulho da cama se mexer um pouco e passos lentos atrás de mim, o moreno se senta ao meu lado observando eu pintar atentamente.
O cigarro entre os dedos saindo fumaça lentamente, ele usava alguns anéis discretos nos dedos da mão direita, uma correntinha no pescoço, camisa larga cinza, calça jeans rasgada nos joelhos, e um olhar cansado e carregado de ódio por alguém.
Tudo nele me atraía de alguma forma, ele mexia comigo de um jeito que nenhum outro cara havia mexido. Seus beijos são selvagens e cheios de desejos. Eram os melhores. Seu olhar carregado de malícia quando me olhava, fazendo eu perder o chão.
Aqueles malditos olhos que sempre me hipnotizavam. Sempre caía em suas armadilhas de sedução, eu so queria ser mais resistente a elas.
Terminei de pintar uma parte do farol no quadro e a metade do mar, olhei para Dabi que me observava atentamente.
Eu: O que foi? Tem alguma coisa na minha cara?_ digo olhando em seus olhos.
Dabi: Tem, uma mancha de tinta_ passou seu dedo em meu rosto delicadamente mas não havia limpado a mancha_ Isso não saí.
Eu: Lógico. É tinta, ela ja secou na minha pele idiota_ fui até o banheiro e limpei a mancha de tinta azul. Voltei para o quarto e me sento no chão perto dele novamente. Limpei meus pincéis e olhei para o maior que não tirava os olhos de mim. Ele sorri e olha para os meus lábios_ Que foi? Porque ta me olhando desse jeito?
Dabi: De que jeito?_ ele se aproximou mais de mim fazendo eu me afastar um pouco para trás_ Porque está recuando? Ta com medo?_ ele apaga o cigarro no chão.
Eu: Não tenho medo de você_ digo firme.
Dabi: Então prova_ ele sorri maliciosamente, levo minhas mãos ao seu rosto e o puxo para um beijo intenso.
No começo o beijo estava um pouco desajeitado, mas aos poucos fomos pegando o ritmo certo. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente, nossas línguas brigavam por espaço na boca um do outro, uma de suas mãos apoiava-se no chão para o mesmo não cair em cima de mim, e a outra estava na minha cintura apertando o local.
Nos separamos pela falta de ar, o vejo sorri satisfeito, também não conti um sorriso divertido. Ele se aproxima de novo e toma meus lábios com um pouco de brutalidade, ele apertava ainda mais a minha cintura fazendo eu suspirar, e eu dava leves arranhões em seu pescoço.
Ele suspira durante o beijo e eu não consegui conter um sorriso. Antes de nos separar pela falta de ar, ele mordeu meu lábio inferior.
Dabi: Como sua boca vicia garota, parece uma droga_ ele segura meu queixo. Ele me olhou com malícia e eu retribui o olhar. Sei que disse que não queria me envolver com o mesmo, mas foda-se, ele parece um imã que sempre me atraía pra si.
Era complicado.
Estavamos um pouco cansados, então nos deitamos em minha cama, às vezes trocávamos carícias, provocações e alguns comentários aleatórios. Sentia sua respiração calma, deitada em cima de seu peito ouvia seu coração bater no ritmo normal.
Duas camadas de tecido, apenas duas camadas impedia de nossos corpos se tocarem. Como eu queria acabar com essas malditas camadas.
Ele tira outro cigarro de seu bolso e acende o mesmo com o seu fogo. Ele deu uma tragada e me ofereceu. Aceitei.
Eu: Dabi_ o chamei antes de levar o objeto a boca.
Dabi: Fala_ solto a fumaça lentamente.
Eu: O que nós somos?
Dabi: Seres humanos.
Eu: Não idiota. O que nós somos um para o outro?
Dabi: Acho que nada. Porque? Ja tá apaixonada por mim?_ devolvo o cigarro para o maior.
Eu: Não. So queria deixar claro as coisas entre nós.
Dabi: Então tá_ ficamos em silêncio por alguns minutos.
Eu: Então... Vamos ficar mais vezes?
Dabi: Se você quiser.
Eu: Acho melhor não, se os outros descobrem...
Dabi: Foda-se pra eles, as vidas são nossas, temos o direito de mandar em nós mesmos, ja somos maiores de idade.
Eu: É... Você tem razão_ o vejo sorri e logo ele sela nossos lábios em selinho demorado_ Mas por enquanto, não vamos contar isso a ninguém.
Dabi: Ta bom. Pra mim tanto faz...
Eu:... Você ja amou alguém?
Dabi: Que?
Eu: Você ja amou alguém?_ ele ficou pensativo.
Dabi: Já... Não... Eu não sei. Nunca amei uma pessoa tipo pra namorar e casar, foi mais um amor fraternal.
Eu: Entendi.
Dabi: E você? Ja amou alguém?
Eu: Além do Tomura e do dinheiro_ o vejo ri_ ja, mas também foi amor fraternal. Nunca amei outra pessoa em outro sentido. Acho que só foi uma paixonite boba na adolescência... E eu nunca acreditei muito no amor, e nem nesse negócio de almas gêmeas. Somos almas encontradas em universos perdidos.
Dabi: Uhm, achei poético.
Contínua. . .
Sei que o cap ta uma merda, esses dias não to com muita criatividade, mas não queria deixar vcs esperarem mais. Então foi isso ai. Até o próximo capítulo!
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{Cicatrizes}
FanfictionS/n, teve um passado traumatizante, adotada como irmã mais nova de Shigaraki, o mais velho ajuda a mesma a superar seus traumas e a ficar mais forte. Quando S/n chega a sua idade adulta, novos integrantes entram para a liga dos vilões, mas um par de...
