um bilhão e meio de pedaços

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Amar alguém é o ato mais corajoso que qualquer pessoa pode ter, pois, amar é se expor aos riscos, se mostrar vulnerável, compartilhar dores e felicidades. Amar te dá a possibilidade de magoar e ser magoado, de ferir e ser ferido.... e tudo isso faz parte desse sentimento, porque nenhum amor é perfeito e todos estamos sujeitos a
errar 

Fragmentos de 22 histórias de amor mal rabiscadas

A névoa branca e espessa, a temperatura extremamente baixa e a escuridão que tomava Londres naquele dia, deixavam a capital inglesa com um ar de mistério, quase assustador. 

O clima, claro, não ajudou no humor do jogador brasileiro que agora caminhava em passos largos e firmes em direção a Son Heung-min, este se encontrava do outro lado do campo, e de lá ele olhava o brasileiro fixamente enquanto o mesmo se aproximava dele com traços de raiva em cada pequeno movimento.

Son poderia prever do que se tratava, mas nada lhe preparou para o que Richarlison fez ao chegar até ele. 

Ele esperava tudo, menos que Richarlison tirasse suas luvas e lhe desse um tapa na cara.

Ninguém esperava isso, todos em volta ficaram perplexos, imóveis, sem sinal de dar qualquer passo para saber o que acontecia enquanto piscavam freneticamente para saber se o que viram era mesmo real.

Tanto Richarlison quanto Son eram pessoas carinhosas, brincalhonas e responsáveis, eles revezavam o posto de jogador exemplar a cada temporada... e apesar de que ambos tinham certo grau de timidez, eles divertiam os colegas de time com brincadeiras, piadas e seus sotaques carregados. Em resumo: era uma surpresa total que os mais respeitosos jogadores do elenco de tottenham estivessem involucrados em um impasse tão sério que os levasse a agressão física no meio de todos.

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Não demorou muito para Son sentir a ardência atingindo o local, com certeza aquilo ficaria vermelho! Afinal, o tapa tinha sido tão forte que em alguns segundos um zumbido fino e irritante atingiu os ouvidos do camisa 7 na mesma intensidade que o tapa deferido em sua cara. 

Levou algum tempo para tal ruído cessar e, quando este finalmente cessou, Son tomou coragem para encarar os olhos do companheiro de time. 

Tudo que ele encontrou foi ódio. 

Nenhum vestígio do olhar doce e esperançoso que o brasileiro carregava na primeira semana em Tottenham, a intensidade do olhar de semanas atrás que fizera Son se sentir sendo sugado por um buraco negro, tampouco estava presente. Tudo nos olhos do camisa 9 era um vão vazio, ou melhor, cheio… cheio de ódio. 

Aquela altura, naturalmente, a comoção dos jogadores ao redor dos dois era imensa, mas não maior que a tensão fervente- e que estava prestes a explodir- entre os dois. 

Son não disse nada. Richarlison tampouco, na realidade ele não se moveu desde o tapa, como se quisesse uma explicação, mesmo que não houvesse pedido por uma.

A tensão era palpável, tão densa quanto a névoa, os outros jogadores não entendiam o que estava acontecendo e trocavam olhares como quem conversam silenciosamente ao compartilhar uma fofoca, mas, merda, eles não sabiam o que estava acontecendo entre aqueles dois e, constatando o silêncio de ambos, não saberiam nunca. A menos que ….

Son quebrou o contato visual com Richarlison e focou sua visão em um ponto atrás do jogador brasileiro, foi assim que ele viu Conte se aproximar no que parecia um replay da ação de Richarlison e, em um ato impensado, o coreano puxou o brasileiro pelo braço o levando para bem longe do gramado, dos colegas e, claro, do treinador. 

Photograph (2SON) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora