How i met your mother

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-Você deveria ir falar com ela - Harry fala e se senta ao meu lado.

   Estou no meu quarto dia de aula. Eu estudo nessa escola desde pequena, então não sei como é a sensação de ser aluna nova, mas a garota que está sentada do outro lado do pátio com certeza sabe. Por algum motivo eu me encantei por ela, mas fico sem graça de ir até lá, ela está sempre com algum fone ou mexendo no celular.

-Tá louco? - a olho indignada.

-Olha, louco eu não estou. Você está encarando essa menina há uns 5 minutos, com certeza ela já percebeu.

-Claro que não, ela nem levanta a cabeça, parece até estar triste. Segunda eu vi ela indo embora com o pai, fiquei escutando, obviamente. Ele perguntou como tinha sido o primeiro dia de aula e ela só balançou os ombros, tipo "tanto faz", o pai dela ainda perguntou "o que foi, filha?". Com certeza ela está se sentindo sozinha aqui - bufo e escoro minha cabeça na parede, voltando a olhar para ela.

-Coitada.

-É, coitada. E olha aquela amiga dela lá, é a única pessoa da escola que fica com ela. E mesmo assim, as duas só ficam sentadas mexendo no celular, nem interagem. Qual é o objetivo disso?

-Eu entendo sua indignação, e é exatamente por isso que você deveria ir falar com ela.

-De jeito nenhum.

-Me dê um motivo, S/n.

-Eu não sei chegar nela, Hazzie - o olho. - E eu não quero a deixar desconfortável, prefiro ficar  aqui mesmo.

-Ei, para com isso. Você sabe o que está fazendo, não pode ficar se bloqueando de gostar de alguém para sempre. O que aconteceu foi no passado e tem que ficar no passado.

-Eu sei, tá legal? Mas e se eu me machucar de novo?

-E se você não se machucar de novo? Você precisa tentar, S/a. Nunca vai conseguir ir para frente e ficar com alguém se não tentar, nunca vai perder esse medo.

-Eu não quero me sentir igual da última vez, não quero.

-E você não vai. Dessa vez, você não vai começar do zero, vai começar da experiência. Cada vivência é diferente, como tudo na vida. E nós precisamos viver elas, sentir tudo que tiver para sentir. E você está bem agora, não está? - afirmo com a cabeça. - Pois é, você superou o que aconteceu, mesmo tendo sido muito difícil.

-É, nisso você tem razão.

-Vai lá e fala com ela, faz tempo que não te vejo olhando para alguém assim. Eu vou estar aqui se você decidir que é muito difícil. Pode virar as costas e voltar correndo, se quiser.

-Odeio quando você incorpora o amigo consciente e psicólogo. Eu vou lá - me levanto.

-ISSO!

-Shiu, ela vai estranhar. Vou agir normalmente, me deseje boa sorte.

-Boa sorte - ouço ele quando começo a ir até ela. Chego em sua frente e ela tira o olho do celular, me olhando. Agora não tem mais volta, ela já sabe da minha existência.

-B...bom dia - merda, gaguejei.

-Bom dia - ela responde e parece me encarar confusa.

-Você parece mais bonita ainda de perto. Não foi uma cantada, apenas um elogio. Não que eu não queira que soe como uma cantada, mas você nem me conhece, deve estar me achando estranha e...

-Ei, calma - ela levanta, segurando um riso tímido. - Você é a S/n, não é?

-Como sabe? Quer dizer, sim. Mas pode me chamar de S/a também, todo mundo me chama assim.

-Eu sei porque já ouvi falarem de você. E não precisa ficar nervosa, eu também te acho bonita - ri e me estende a mão. - Hailee.

-É um prazer, Hailee!

...

-E pela milésima vez, foi assim que eu conheci sua mãe - falo para meu filho e lhe dou um beijo na testa, o cobrindo com a coberta. - Por que gosta tanto dessa história?

-Não sei, eu amo ver você e a mamãe Haiz juntas. Eu quero um dia encontrar um menino que me trate assim, também.

-Um menino, filho? - pergunto, fazendo carinho em sua franja.

-Sim, um menino. Eu não gosto de meninas, mamãe.

-Tudo bem, meu amor. Não importa com quem você ficar, com certeza essa pessoa vai te amar demais, você é um menino incrível. E não tem nada de errado em não gostar de meninas, ok? - ele concorda com a cabeça e me levanto de sua cama.

-Boa noite, mamãe.

-Boa noite, filho - respondo e apago a luz do abajur, saindo e encontrando minha esposa encostada na soleira da porta.

-Ei, amor - dou um selinho demorado nela.

-Eu amo te ouvir contando de quando nos conhecemos - fala sorrindo boba. - Me sinto tão bem quanto eu me senti no dia.

-Eu te amei desde lá - a abraço pela cintura e ela coloca os braços em meus ombros.

-E eu também te observava antes de você vir falar comigo. Ninguém tinha falado de você, eu perguntei para o professor de educação física - pisca sapeca e eu abro a boca indignada.

-Hailee!



Hailee Steinfeld imaginesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora