WRONG WORDS, WRONG TIME

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Avril abre a porta dupla do refeitório, tendo visão das demais pessoas da base sentados em suas mesas e tomando café. Assim que adentra o cômodo seus olhos vagam até a mesa que deveria estar sentada e procuram por Jessy, mas não há algum sinal sequer da mulher. Ela avista Phil levando algumas bandejas para a cozinha e voltando com novas repletas de alimentos. Avril passa entre as mesas até chegar em Phil, que a olha assim que nota a presença da mulher.

– O que vai ser pra você hoje, fofa? – Phil pergunta colocando um pedaço de queijo na boca e sorri para Avril. – Bolo? Pão? Biscoitos? Temos de tudo!

– Parece que o humor de alguém tem melhorado muito nos últimos dias. – Avril passa os olhos pela comida exposta na mesa. – O que deu? De repente a cozinha virou a sua terapia?

– Como você é engraçada, Avril. – o homem força uma risada pegando a bandeja vazia. – O que você quer afinal? Saudades?

– De você? Nem que você sumisse por um ano. – Avril rebate, sarcástica. – Quero dizer, até que está sendo bom umas férias de você.

– Eu é quem digo isso. – Phil resmunga ao retornar da cozinha, sem bandejas a mais. – Aguentar esse seu humorzinho cítrico não é nada agradável. Tenho dó das pessoas que precisam ficar com você a noite inteira.

– Quanto amor. Eu não mereço. – Avril põe a mão no peito em um gesto de emoção. – Mas indo direto ao ponto, a sua irmã passou por aqui hoje?

– Hum, não. Não que eu tenha visto. – Phil cruza os braços negando com a cabeça. – Por que?

– Ela sempre espera que eu termine o meu turno para tomarmos café juntas, mas não a encontrei hoje. – Avril pega uma uva e a põe na boca, mastigando logo em seguida.

– Deve estar trabalhando ou talvez esteja querendo uma folga de você também. – Phil provoca e Avril revira os olhos, suspirando.

– Ela cresceu com você, nenhuma companhia é tão desagradável e insuportável tanto quanto. – a mulher retruca encolhendo os ombros.

– Bom, aposto que Peter também passou por essa péssima experiência. – Phil ergue as sobrancelhas juntas em sincronia.

– Quanto bom humor. – a voz firme e grossa faz com que os dois parem de conversar e se virem na direção do som. – Devo presumir que estejam com muita disposição.

– Ah, bom dia para você também, Jake. – Phil diz em tom de ironia. – Estamos muito bem, obrigado por perguntar. E você? Como está?

– Bem. – Jake responde ao pegar uma fatia de pão com geleia e morder. Seus olhos encontram Avril, que mantém sua expressão séria de sempre. – Já outros nem tanto...

– É que você tem um dom muito impressionante de acabar com o humor de qualquer um. – Avril responde firmemente fazendo Jake soltar uma risada nasal enquanto come.

– Nossa, é tanta tensão sexual que é demais até pra mim. – Phil comenta sobre Avril e Jake, que lhe lançam um olhar.

– Você realmente precisa calar a boca em alguns momentos. – Avril diz entre dentes com um olhar rígido sobre Phil.

– Ah, Avril, sua boba. – Phil passa o braço sobre os ombros de Avril, a puxando para perto. – Não precisa ficar envergonhada. Isso fica entre nós.

– Se você não calar a boca eu juro que faço você engolir essa bandeja de pão inteira. – Avril retira bruscamente o braço de Phil de si.

– Não é querendo estragar o climinha de vocês ou coisa assim, mas eu vim pra dizer que quero os dois na minha sala. – Jake diz, impaciente, atraindo a atenção dos dois. – Há algumas fichas que precisam ser separadas.

Amor entre golpes - DuskwoodOnde histórias criam vida. Descubra agora