Capítulo dois

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Giovanna:

Nos posicionamos para começar a gravação, a cena começa com Helô batendo na porta de Stenio. A equipe já está toda preparada no corredor entre a portas dos dois apartamentos. Fecho meus olhos e respiro fundo.

- 3, 2, 1... Ação! - Escuto a voz de Jorge anunciando que a cena começou.

Dou vida ao personagem, ando até a porta e bato nela várias vezes com força. Segundos depois a porta é aberta.

- O que foi? - Alexandre diz já no personagem.

- Dá para você ter o mínimo de respeito com o restando do prédio e para de tocar a merda da sua guitarra as onze horas da noite? - Cruzo meus braços e ele sorri cínico.

- Não dá. - Ele dá de ombro.

- Dá sim!

- Não. Tenho uma audição e preciso treinar. - Ele fala e eu rio irônica.

- OK, ENTÃO TREINE EM SILÊNCIO. - Digo e ele revira os olhos.

- Olha eu agradeço sua opinião eu juro que vou pensar nela com carinho. Tá bom? Boa noite! - Ele faz menção de fechar a porta, mas seguro ela começando a improvisação.

- Você não vai parar? - Pergunto e ele nega com a cabeça. - Ok! - Pego o celular e começo a discar 190.

- O que você tá fazendo? - Ele pergunta olhando para meu celular vendo o número. - Você tá doida? - Ele diz irritado, quando levo o celular ao ouvido simulando uma ligação.


- Não, não foi no talento então vai ser na tortura! - Digo piscando meu olho para ele, convencida.

- Paro Heloísa Sampaio! Você não pode fazer isso. - Ele pede respirando fundo me lançando um olhar mortal.

- agradeço sua opinião, vou pensar nela com carinho. Boa noite, eu tenho a denúncia a fazer. - Digo olhando para ele.

- Não faça isso... - Diz em tom ameaçador e eu dou meu sorriso mais inocente.

- Perturbação a vizinhança. - Digo e ele se aproxima tirando o celular do meu ouvido e depois levando ao dele.

- Desculpa moça, foi um engano. Minha irmã é doidinha da cabeça, ela age como criança sabe? Desculpa pelo incômodo. - Ele diz desligando o celular.

- DOIDINHA E CRIANÇA? - Digo enfurecida. - NÃO SOU DOIDA E NEM CRIANÇA.

- Então aja como uma adulta. - Ele da de ombro.

- Vou sim, vou agir como uma adulta na frente de um juiz no seu julgamento, porque vou te processar! E outra você se acha demais né? É todo arrogante, espaçoso e folgado... - Digo e Alexandre parece perceber que era para atingi-lo.

- E você se acha a princesinha do prédio, a única incomodada, você mandou e todos tem que fazer. - Ok agora eu tô irritada de novo. Odeio quando ele me chama de princesinha.

- Olha aqui seu ridículo... - Digo indo para cima dele, mas ele é mais rápido. Agarra meu pulso e me empurra até eu bater minhas costas na parede. Ele coloca minhas mão ao lado da minha cabeça. Fico nervosa, não esperava essa ação. Ele está muito próximo.

Contract Of LoveHistórias para pegar e não largar. Descubra agora