Capítulo Onze

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Pov: Giovanna

No banco da frente do carro, eu respirava fundo e bufafa irritada. Não conseguia acreditar que tinha passado duas horas em uma delegacia, para soltar três senhores de idade que se comportam como adolescentes bêbados e inconsequentes. O silêncio tomava conta do carro. Alexandre me olhava de vez em quando, mas não ousava falar nada, percebendo o quanto estressada eu estava. No banco de trás, os mais velhos riam dos últimos acontecimentos.

Quando chegamos na delegacia, mais cedo, fomos comunicados que eles seriam soltos sem muitos danos. Teriam que fazer um trabalho comunitário e foram avisados que se recebessem mais uma reclamação sobre eles, seriam presos e responderiam processos. Na saída eu e Nero ainda presenciamos a cena dos velhos cantando evidências junto com os outros detentos da delegacia. Os policiais estavam prestes a bater a cabeça na parede de tão loucos que estavam ficando.

Agora eu estava prestes a fazer isso. Não aguentava mais ouvir eles discutirem e Alexandre já tinha percebido, já tinha tentando acalmar os três, mas não resolveu.

Para aumentar meu estresse, me lembro do paparazzi que estava do lado de fora da delegacia esperando capturar a foto perfeita para colocar em alguma página de fofoca. Tudo que eu e Nero não precisávamos no momento era nosso nome envolvido em polêmica.

Claro que antes de descermos do carro, disse para ele ficar para não ter o nome atrelado a tudo. Mas ele não quis, disse que não daria para trás e que agora ele era da família – o que me fez rir. Mas mesmo assim, já estava prevendo a reunião com o Lucas pela manhã. E tudo estava fazendo meu cansaço e estresse aumentar.

— Vocês querem ficar quietos? — Levanto meu tom assustando todos. — Silêncio, pelo amor de Deus. — Digo me virando para trás, vendo os mais velhos com os olhos arregalados e encolhidos como crianças que acabaram de ouvir um sermão dos pais. — Não quero ouvir um piu de vocês três. Dessa vez vocês passaram do limite. Se é que vocês conhecem esse palavra...

Os três apenas concordam com a cabeça e eu lanço um olhar ameaçador para cada um deles na intenção de assustá-los. Me viro novamente para frente e vejo um sorriso no canto do rosto de Nero, que estava focado na estrada.

— Botou medo nos véios... — Sussurrou me fazendo sorrir de canto também.

O resto da viagem foi um completo silêncio. Eles estavam amoados, como sempre depois de um surto meu. A nossa família sempre falava que eu era a única que conseguia botar ordem dentro dos Antonelli, então sempre que eu surtava eles abaixavam a cabeça e reconheciam que tinham passado do limite.

Alexandre estaciona o carro na frente da casa e eu e ele descemos e nos encontramos na lataria, esperando os mais velhos descerem.

— Vamos. — Antônio diz saindo do carro e puxando os irmãos junto.

— Vão entrando, a gente já vai. — Digo e eles concordam, meus tios saem em direção ao quintal e meu pai para na nossa frente. Encara Alexandre por alguns segundos e respira fundo.

— Bem-Vindo a família. — Ele diz estendendo a mão ao meu parceiro.

— Obrigada, seu Antônio. — Aperta a mão de meu pai em um cumprimento, que sorri e concorda com a cabeça. Seu Antônio me olha e dá uma piscadela e volta a andar, até se juntar com seus irmãos.

Vão andando em silêncio até o meio do quintal onde meu pai se virar para o lado da vizinha.

— O capeta, voltamos! — Ele grita me fazendo bufar.

— Para dentro de casa. — Digo brava e eles riem travessos e entram dentro de casa.

— Vai, pro carro. Vamos para casa. — Abro a porta e me jogando no banco, me permitindo relaxar.

Contract Of LoveHistórias para pegar e não largar. Descubra agora