Capítulo nove

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Sentando na cama, encostado nos travesseiros, Nero olhava para frente ainda aéreo. Giovanna estava do seu lado olhando para ele preocupada por ele não ter falado uma palavra desde que saiu do banheiro.

- O que ele te falou? - Ela pergunta preocupada, se ajeitando do seu lado, sentada em cima de suas pernas e virada para ele. Pega nas mãos dele fazendo-o olhar em seus olhos.

- Nada demais. - Ele disse e ela revirou os olhos.

- Claro que não. Ele te fez ter um crise! - Ela insiste. - Óbvio que ele falou algo que te abalou.

- Não foi nada que eu não estivesse acostumado a ouvir dele. - Ele dá de ombro respirando fundo. Sabe que no fundo ficou mexido por imaginar perder Giovanna.

Ela respira fundo e passa a mãos no rosto dele.

- Tá bom, não vou perguntar mais. Mas eu sei que tem mais nessa história... Só quero que você saiba, que se precisar eu estou aqui para você. Se precisar conversar, eu tô aqui. Sem nenhum tipo de julgamentos... - Ela diz tentando passar confiança a ele. O que funciona, ele se sente mais confortável em saber que a tem do seu lado. - Só não se esconda de mim de novo, fiquei preocupada. - Confessa sendo sincera.

- Obrigada, oceano. - Passa as mãos pelos cabelos dela e a puxando para um abraço apertado. Deixa um beijo da bochecha dela e se afasta aos poucos E ela sorri tentando animá-lo.

- E qual é desse ursinho? - Ela diz curiosa, empurrando seu ombro. Ele pega o ursinho na mão e sorri.

- É da minha sobrinha. - Ele lembra da pequena Vitória.

- Fofo! - Ela faz biquinho.

- Um dia eu tive um crise, do nada. Eu estava cuidando dela, minha irmã tinha saído para ter uma noite de casal com o marido. Tive uma dessas crise e ela viu, ficou preocupada. Ela tinha seis anos na época. Me abraçou forte e pediu para eu não chorar mais, falou que me amava e que eu não precisava chorar. - Ele sorri ao lembrar da cena, Giovanna também sorri ao vê-lo nostálgico. - Depois que eu me acalmei, ela me deu esse ursinho, o favorito dela, falou que eu precisava mais dele do que ela. - Ele ri pela esperteza da menina. - Ela é muito esperta e isso me assusta um pouco. - Diz fazendo Gio rir também. - Ela falou que toda fez que eu chorasse era para eu abraçar esse ursinho e imaginar que era ela.

- Que espertinha, tão pequenina. - Gio diz com os olhinhos brilhando pro conta da história. Ela ama crianças, já estava doida para conhecer a pequena Vivi. - Ela está com quantos anos agora?

- Fez nove. - Ele diz pegando o celular e abrindo na conversa com sua irmã e procura a foto do último aniversário dela. - Olha, a minha irmã, meu cunhado e a Vivi.

- Que lindos, família linda. - Ela diz fazendo voz dengosa.

- Eles são. São felizes de verdade. Minha irmã merece muito. - Ele diz e se lembra da últimas mensagens dela. - Aliás dona Giovanna, sua cunhada está vindo dos visitar!

- Não tenho cunhada... - Ela diz o provocando e ele ri pelo nariz.

- Mas ela não sabe disso. - Sussura como se alguém fosse ouvir.

- Então vou conhecer a Vivi? - Ela diz animada.

- Sim, daqui uns quinze dias. - Ela comemora empolgada.

- Já estou ansiosa. - Ele sorri largo ao vê-la ansiosa animada para conhecer sua família.

- E a sua família? Tudo certo para amanhã? - Pergunta preocupado.

- Tudo certo, fica tranquilo, todos estão animados. Meu pai nem tanto, mas é normal dele. - Ela diz ele ri.

- Pânico... - Ele diz e ela se joga na cama.

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