Any Gabrielly
Pisquei devagar tentando me acostumar com a luz fraca do ambiente, e suspirei frustrada ao sentir uma dor insuportável percorrer meu corpo inteiro.
Milhares de lembrança invadem minha cabeça, sem parar. Eu não sabia a quanto tempo eu estava dormindo, eu não sabia onde eu estava, eu não sabia se minha filha estava bem. Eu estou confusa, eu não consigo entender como eu pude deixar tudo isso acontecer.
Merda, merda, merda!
Eu estava entrando em desespero. Mesmo que eu não conseguisse, eu precisava tentar sair daqui, eu precisava conseguir...
Me sentei com pressa na cama, joguei o cobertor que estava sobre mim para o lado e me levantei com pressa. O chão gelado entrar em contato com meus pés, fazer eu me arrepiar. Caminhei em passos largos até a porta, e quando tentei abrir não consegui evitar um suspiro surpreso pela porta não estar trancada.
Quando sai do quarto me deparei com um corredor enorme, tinham tantas portas e o lugar parecia vazio. Dessa vez meus passos eram tão lentos que eu mau saia do lugar. Ouvir algumas risada, vindo do andar de baixo e segui o barulho dando de frente com a escada.
— Tio Nono, naum! — A risada de Helena fez todo meu corpo tremer.
Desci a escada correndo, sem me importar com mais nada. Assim que cheguei no andar de baixo, avistei minhas filha, correndo junto com um homem desconhecido por mim. Me aproximei deles em passos largos, o homem assim que me viu parou de correr.
—Mamãe!
Me aproximei o suficiente do homem que continuava me olhando, e acertei um soco em seu rosto, o que fez ele cambalear para trás com a mão no rosto.
—Naum mamãe. — Minha filha gritou, e entrou na minha frente abraçando as pernas do homem, que tentava limpar o sangue que saia da sua boca.
—Uau. — Ele riu divertido, enquanto eu o encarava com raiva. —Suas mãozinhas de princesa fizeram um estrago.
—Se tá bem Nono? — Helena olhou para o homem, que logo sorriu.
—Claro pequeno etzinho.
—Que porra de brincadeira é essa? Que merda é tudo isso? — Perguntei impaciente, e minhas filha se encolheu.
—Que bom que acordou, Soares. — Aquela mesma voz rude, e calma que eu ouvi antes de apagar chamou nossa atenção.
Quando me virei, vi que realmente eu não tinha sonhado noite passada. A mesma mulher me encaravam de uma forma indecifrável, seu olhar era intimidador, e calmo. A dona da volvo preta, também era dona dos olhos mais lindos que eu já vi.
—Vai se lavar Noah, e leva Helena até a cozinha para comer algo. — Ela falou enquanto ainda me olhava. Noah murmurou algo, e logo saiu da sala junto com minha filha, que me olhou algumas vezes antes de sair de vez do meu campo de vista. —Eu adoraria que tudo isso fosse uma brincadeira, Soares. Espero que você saiba o tamanho do problema que arrumou mexendo com o governador.
—Esse é o meu trabalho. — Falei irritada, e ela cruzou os braços enquanto ainda me encarava.
—5 milhões de dólares. — Sua voz saiu um pouco mais baixa. Ela suspirou, e passou a mão no cabelo. —Só para matar você.
—Uau, não pensei que eu estivesse valendo tanto. — Minha voz soou irônica, e um sorriso falso brotou em meus lábios.
—Não seja infantil! Era para você estar morta sua idiota.
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𝗮 𝗹𝗶𝗳𝗲 𝗼𝗳 𝗹𝗶𝗲𝘀 - 𝘀𝗮𝗯𝗶𝗮𝗻𝘆
Fanfic🍂 𝘀𝗮𝗯𝗶𝗮𝗻𝘆 Me mostre que você é diferente, e eu te mostro até onde sou capaz de lutar por você.