capitulo 5

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Os ovos eram lindos, mas um em especial atraiu minha atenção, ele era um pouco maior que os outro ovos, e era de um vermelho com preto intenso.

Os outros eram de cores variados, mas o branco era lindo, lindo como nunca. Tinha um verde escuro, um azul com marrom bem escuro também. E o último ovo era marrom, mas marrom com uma cor clara nas pontas, eu não saberia descrever nem em um milhão de anos.

Minha mãe me contou que levou eles ao fogo assim eles nasceram. Então eu teria que colocar fogo e queimar junto com eles... Eu faria isso.

- San Jorah eu encontrei o que queria... - Gritei alto para que ele escutasse.

Coloquei o pote de barro com as comidas do lado, e peguei ovo por ovo acomodando eles dentro da bolsa. Todos couberam com um certo espaço e então eu amarrei a bolsa, para que não houvesse perigo de nenhum cair. Dei o nó mais forte que eu conseguia.

- Então vamos achar um lugar para dormir.

Peguei a vasilha com as carnes e frutas, junto da vela e subi as escadas. Assim que cheguei no San Jorah eu entreguei a ele a vela para que ele iluminasse o caminho a frente.

- Está ficando frio cada vez mais pra porta, vamos ter que dormir ao lado da escada. - Constatou assim que deu uns seis passos para a saida.

- Por mim tudo bem. - já havíamos passado horas naquele castelo, e acredito eu que a claridade já não era mais da vela e sim da manhã chegando.

- Vamos nos acomodarmos e dormir

- Não San Jorah, aqui não é seguro, vamos voltar para Merlin. - Disse em voz alta percebendo o motivo de ninguém nunca ter achado os ovos.

- Por que diz isso? - Perguntou assustado.

Me coloquei de pé antes mesmo que tivesse a chance de deitar.

- A temperatura lá em baixo pode cozinhar uma pessoa viva assim que terminar de descer os degraus, e o que eu encontrei lá em baixo não pode ser pegado ou colocado em perigo em nenhuma hipótese. - Falei pegando uma maçã e a comendo.

A carne eu trouxe para Rhaegal, não iria fazer muita diferença no cardápio dele, mas eu sabia que poderia ajudar caso tivesse que voltar cedo.

San Jorah seguiu meus movimentos, olhando a outra maçã, agora tinha carne e apenas carne.

Caminhei para a saida desejando ter pego uma capa, eu não poderia aquecer meu corpo com fogo para nao correr o risco da bolsa se soltar.

- Rhaegal! - Chamei, não demorou muito para que ele se levantasse.

Assim que o dragao pousou no chão fui a primeira a subir logo após ter jogado a carne para ele. San Jorah subiu quando Rhaegal estava distraído apreciando seu café da manhã.

- Vamos? - Perguntei e o homem velho acenou.

Coloquei a bolsa de ovos no meio de minhas pernas para que os ovos não caíssem, e sua alça passasse em meu pescoço.

A viagem de volta havia sido cansativa, Rhaegal era rápido, muito rápido, mas ainda assim chegados ao entardecer.

Assim que cheguei minha mãe já nos esperava na praia, ao seu lado Tyrion, Missandei e verme cinza nos aguardava junto a ela.

Rhaegal pousou na areia e eu olhei de cima dele, caminhando para sua frente e acariciando seu focinho enquanto San Jorah descia sem chamar atenção.

Olhei para minha mãe, correndo para seus braços. Senti algo bater em minha barriga e eu me afastei rapidamente, sabendo que era por causa dos ovos.

- E então, o que foi buscar Daena? - Perguntou minha mãe olhando para a bolsa. Tyrion deu um passo a frente se aproximando incrédula por saber que aquele sonho tinha sido real.

- Você vai ser vovó... Vovó de cinco dragões. - Falei enquanto abria a bolsa e retirava um ovo de dentro do pano.

Minha mãe deu um passo para frente, surpresa e feliz.

- Você vai ter dragões. - Sua alegria era contagiante.

- Sim!

A abracei novamente com todo o cuidado pelos ovos.

- Vá para a caverna onde Viserion e Rhaegal ficaram presos, vá para lá. - Falou, minha mãe olhou para Verme cinza e para Tyrion. - Vocês dois vão com ela. Não quero que nada interrompa ela.

Esse foi seu decretro antes de beijar minha testa e dizer que estava muito feliz por mim.

Por sorte minha mãe não era como a Cercei, eu sabia que aquela rainha sentada no trono de minha mãe era a pior escória e iria querer os ovos para ela. Mas minha mãe não era assim, e nunca seria.

- Vamos pra lá imediatamente. - Falei enquanto andava dando pequenos pulinhos de alegria, minha mãe havia sofrido muitas coisas, e por isso fez questão de me criar da melhor maneira possível.

Ao chegarmos na caverna eu adentrei, segurando os ovos enquanto Verme cinza colocava algumas madeiras no chão ao redor de mim.

- Quer que acendemos o fogo? - Neguei com a cabeça a pergunta de Tyrion.

Permiti que a minha temperatura corporal subisse, subisse a um nível que o pano que prendia os ovos derreteu, os ovos acompanharam minha temperatura, aquecendo a si mesmos. O pano que cobria meu corpo aos poucos foi se desfazendo até que pegaram fogo, fogo de verdade.

Estiquei minhas mãos para as madeiras ao meu redor, e chamas saíram de minhas palmas, a temperatura não diminuía, apenas subia, eu estava sentada no chão de terra, mas madeira me cercava de rodas as direções. Abracei os ovos para que ficassem mais quentes, não parei de aumentar a temperatura nem quando ouvi algo se quebrando. Aumentei e aumentei até que ouvi um pequeno rugido e então aos poucos permiti que a temperatura se estabelizasse.

Quando a chama se apagou, cinco pequenas criaturas saíram de dentro dos ovos que agora haviam sido evaporados.

Tyrion se aproximou de mim, colocando uma capa em meu corpo, assim que seus dedos tocaram em mim, o maior dragao foi quem rugiu para ele.

Tyrion se afastou enquanto eu me cobria e ficava em pé segurando os cinco... Agora eu também era mãe de dragões. E usaria meus filhos para proteger minha mãe, assim como eu os protegeria.



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