CAPÍTULO 12

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O cheiro de sexo que exalava aquele quarto era incontestável, a última coisa que poderia acontecer era minha mãe entrar ali.

- Deita na cama, se cobre e finja que esta dormindo - falei baixinho no ouvido de Gael.

- Lui, você está aí? - minha mãe falava da porta do quarto

- Só um minuto mãe, estou saindo do banheiro - disse, vestindo uma roupa mais larga e jogando uma água no rosto para tentar disfarçar qualquer resquício do que tinha acabado de acontecer.

- Está tudo bem? - minha mãe falou assim que abri uma brecha na porta.

- Está sim mãe, o Gael que bebeu demais, acabou passando um pouco mal, deixei ele dormir aqui. Esta entrando na vida adulta e já quer aprontar - falei, tentando criar um clima descontraído e evitando qualquer outra pergunta ou tentativa de entrada dela no quarto.

- Tudo bem, é que não o vi no quarto, mas veja se ele está bem e desçam para tomar café, será servido em 20 minutos - ela falou, já caminhando em direção a escada.

Voltei para cama, onde Gael estava deitando tentando segurar o riso e me olhando com aqueles olhos que me hipnotizavam cada vez mais.

- Não dê risada disso, nem quero pensar o que ela diria se entrasse aqui e notasse o que tinha ocorrido e por favor, disfarce uma ressaca para reforçar a desculpa que eu dei - falei, indo em direção ao banheiro.

- Calma, vem aqui um pouco - disse Gael, segurando minha mão quando passei ao lado da cama - quero aproveitar mais um pouco de você.

- Gael, por favor, não me provoque. Temos que descer, antes que ela suba aqui novamente e dessa vez irá querer entrar - falei, tentando fugir daquela tentação.

- Só mais um pouquinho, por favor - ele falava, com aqueles olhos pidão e uma voz manhosa.

- Não Gael, vamos ... por favor.

Foi inútil, já que Gael se levantou, totalmente nu e veio me beijando e deslizando suas mãos pelo meu corpo. Como poderia resistir ao meu irmão, que naquele momento era o homem mais delicioso que eu poderia desejar. Que conseguia misturar a inocência de um jovem que acabou de completar 18 anos, com o fogo desse mesmo jovem que tem uma disposição incansável. Não pude resistir mais e o agarrei com força, o pegando no colo e beijando sua boca com uma fome incontrolável. Estávamos quase iniciando mais uma transa, quando meu celular tocou. Salvo pelo gongo!

- Isso é um sinal para tomarmos juízo e descermos - falei, tentando me recompor e olhando quem me ligava em pleno Domingo - que estranho, DDD do interior de SP, quem será? - fiquei curioso, mas recusei a ligação. Vamos Gael, já enrolamos muito - falei, fazendo meu irmão me olhar com cara de quem pediu e não ganhou.

Aguardei mais 5 minutos, para Gael jogar uma água no corpo e seguimos para mesa. Antes de sair do quarto, ele ainda me roubou um beijo. A última coisa que poderia era chegar excitado na mesa. Descemos as escadas e todos já estavam sentados, conversando.

- Nem completou 18 anos direito e já quis tomar um porre e acordar de ressaca Gael? - disse minha mãe, em tom de brincadeira.

- Não tia, é o Lui que sempre foi muito zeloso, eu nem estava tão mal assim, mas ele quis cuidar de mim e acabei dormindo no quarto dele - ele respondeu, me olhando nos olhos, o que fez eu ficar vermelho ao recordar tudo que aconteceu nas últimas horas.

- Que bom que você está aqui Lui, assim cuida direito do teu irmão e já ensina para ele as coisas da vida adulta - disse Álvaro, enquanto tomava seu suco.

- Mas ele cuida tio, cuida super bem! - Gael respondeu, enquanto passava o pé na minha perna por baixo da mesa - Não é irmão?

- Si .. Si .. Sim, estou cuidando dele - tentei não engasgar com a situação.

Continuamos tomando café e conversando amenidades. O dia estava bonito e planejamos passar em casa curtindo a piscina.

- Acho que é a 5ª vez que esse número tenta te ligar, não vai atender? - perguntou Gael, olhando para meu celular que estava na mesa e mais uma vez tocava com o número do interior - Melhor atender, deve ser urgente para insistir tanto e em pleno Domingo.

- Alô, pronto. Quem é? - perguntei ao atender o telefone.

- Luiggi, tudo bem? Sou eu, o Vitor, como você está? - disse a voz, do outro lado da linha.

- Estou bem e você? Desculpe, Vitor de onde? - indaguei, sem saber ainda de quem se tratava.

- Sem problema, muito tempo que não conversamos. Sou o irmão da Amanda, seu antigo vizinho, lembra? Posso dar mais detalhes se ajudar a refrescar sua memória - ele respondeu, rindo ao telefone.

Meu Deus! Na hora não soube nem o que responder, justamente o Vitor, um dos meus primeiros crushes da juventude, me ligando em pleno Domingo. Essa passagem pelo Brasil me traria mais surpresas do que eu podia imaginar. 

AMOR DE IRMÃOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora