Capítulo 49

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6:00 da manhã

Tive aquele maldito pesadelo, quase não dormir direito, fiquei com tanto medo que mal dormir mesmo, pensando que Domenike iria vir atrás de mim e tentar me matar, tenho tanto medo que no fundo ainda acho que ele voltaria tentar me ameaçar novamente.

Estou com um vestido preto colado sobre meu corpo, não estou tão contente como costumo estar todos os dias da semana, mas preciso demonstrar felicidade de alguma forma, de uma ou de outra.

meu celular toca, pego na bolsa, é minha mãe, um sorriso bobo abarece sobre meus lábios, sem mostrar os dentes

- Bom dia filha, tem um tempo que não ligo pra você, como anda o trabalho?

Termino de me arrumar, coloco quatro absorventes, não vai passar por agora, somente daqui cinco dias

- Bom dia mãe, estou bem, tirando o fato que tive pesadelos com o meu ex, mas tirando isso está tudo bem mãe

Ouço ela emitir um som  de desespero, contenho uma tristeza, mas consigo me controlar 

- Filha, ainda pensa que o seu ex namorado pode te procurar e tentar te ameaçar novamente? 

Realmente tento conter as lágrimas, puta merda, detesto lembrar que ele me agrediu, eu não aceitei facilmente, quis revidar, mas sei que no fundo ele jamais aceitou a nossa separação

- Ha mãe, eu sinto medo todos os dias, lembra que ele me ameaçava, que eu era dele, que iria ser dele para sempre, tinha ciúmes possessivos sobre mim

- Claro que sei meu bem

Respiro fundo

- Mãe, preciso ir, tenho que ir trabalhar

- Certo

Então desligo o celular, lembro que anotei o nome da mulher que estar vendendo o apartamento, não tive tempo de fazer isso ainda, vejo se consigo fazer isso enquanto eu estiver trabalhando

Vou andando até a porta, minha bolsa esta com tudo importante que necessito colocar, os absorventes, a minha chave, enfim tudo completo. Vou andando normalmente até o elevador, quem sai da porta, Emmett, sinto vontade de beija-lo, trazer comigo, preciso ser forte, ainda preciso ter uma vingança completa sobre ele, mas não sei como.

Ele esta bem vestido, com um paletó, uma blusa social branca por dentro, uma calça social, e um tenîs, fica literalmente gatissimo

- Admirando ?

Reviro os olhos, óbvio que não filho da puta, não quero cometer o mesmo erro diversas vezes, embora eu queira mesmo experimentar desse fruto proibido. Vou andando lentamente ignorando totalmente, não vejo a hora de mudar de andar e não olhar na cara desse desgraçado

- Esta se achando o próprio deus grego? 

Ele sorrir de lado, que sorriso perfeito

- Eu sou o próprio, querida

Acelero meus passos, não vou ficar perdendo meu tempo ouvindo ladainha desse inútil filho da puta

Emmett

Ver ela nesse vestido, me fazia ficar completamente mais apaixonado, não saberia o que fazer para ter o perdão dela, e claro, muito excitado, queria ter ela na minha cama, fodendo forte, chupando delicadamente sua vagina. Caralho que tesão, faria qualquer coisa para poder beija-la, quero pra mim, poderia confessar seus sentimentos, mas ela sente tanta ira de mim, que até entendo ela

- Esta indo trabalhar, certo Hannah? 

Ela revira os olhos novamente, ador quando faz isso, pois sei que a estou provocando, e gosto de provocar ela o máximo possivel

- È claro que estou Emmett, aonde mais iria?  _ debochou de mim

Solto uma risada rouca, ser os lindos olhos dela, me faz sentir saudade em ter ela nos meus braços, carai, não vou conseguir tirar ela da minha cabeça

Vou andando lentamente, dois, tres passos até o elevador, aperto botão, esperamos, eu não ouso encarar ela, sei que esta com vontade de me beijar, ela não sabe disfarçar quando esta excitada, e ador quando faz isso, sorrio, pois também sei que adora o meu sorriso

As portas se abrem, entramos, sinto meu amigão ficar duro, não gosto quando acontece isso, pareço um adolescente de 18 anos, e não costumo ficar excitado desse jeito, só pensando em alguém, não mesmo. Mas é a Hannah, e essa mulher de certa forma me excita de uma forma maluca

- Está tudo bem? _ perguntou curiosa me encarando

Respiro fundo, essa minha respiração não vai ajudar, estou com tesão, as portas precisam abrir logo, antes que morro aqui dentro. Minha respiração começa a ficar descontrolada, a desgraçada não pode perceber, mas porra, como vou esconder a porra da excitação se não consigo controlar isso sozinho

Hannah

Caralho, esse clima não esta ajudando, vou acabar fazendo merda aqui dentro do elevador, e isso não vai da certo. As vezes preciso parar de fazer promessas, que obviamente não irei cumprir nenhuma, agora sou eu que estou com a respiração fora do controle, esta no mesmo ambiente que ele faz ter deliciosas lembranças sobre ele.

Puta merda, não quero estar excitada por ele de novo

- A senhorita esta bem? _ perguntou me encarando

Mordo o canto dos lábios, estou tentando conter o máximo que posso, mas esta se tornando um grande desafio

Ouço pequenos passos vindo atrás de mim, a excitação aumenta, mal consigo me conter, suas mãos toquem minha cintura, a minha respiração novamente fica mais ainda fora do controle, reviro os olhos e sinto uma leve tontura, as borboletas d a minha barriga se remexem a todo segundo

- Sabe, mesmo que esteja com raiva de mim, e com razão, você não consegue esquecer a mim, meus beijos, meu sorriso, a minha voz

De repente fica escuro, o maldito elevador quebrou, justo agora, quero matar aquele sindico, sabe que as vezes ficava beijando o Emmett, e parece que foi combinado isso tudo

A excitação aumenta, mordo novamente o canto dos meus lábios, mal consigo ver ele mesmo, quero sair daqui, e ao mesmo tempo continuar com ele, e ir até  o final

- Lembra do lugar misterioso?

Reviro os olhos, embora ele não consiga ver, estou irritada por lembrar, foi lá onde tudo começou

- Óbvio, não sou burra

De repente sinto seu pênis roçando na minha bunda, por dentro da calça, da cueca, mal consigo controlar e me viro, beijando em sua boca, devoro com fome, o beijo sem pensar duas vezes, passo a língua por dentro de sua boca

- Ué, sente falta?

- Cala boca, sei que vou me arrepender

Ele rir debochando da situação

Paro de beija-lo, tento o máximo me controlar, embora esse homem me faz criar coragem aonde não pensava que existia

- Não quer terminar?

- Não, porra!

Grito, o empurrando para ficar distante de mim, graças aos 5 minutos depois, o elevador volta ao normal.
E finalmente fico longe dele, e voltarei ao trabalho, espero ter explicações para meu chefe, senão estou ferrada.

Desejo meu vizinhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora