Capitulo 3: "Inicio do Outono"

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“Quando se sentir perdido, respire fundo, as vezes, a resposta estara bem diante dos seus olhos.”

-Camille:

Eu estava correndo, o mais rápido que eu poderia. A floresta densa estava ao meu redor, no meu caminho, folhas secas como se estivéssemos no outono, estavam caídas e apressada, corria pela única trilha que existia.
Mas, onde eu estava?! Dá última vez que eu me lembrara, era de Madson me torturando. E uma dor aguda e intensa que eu jamais esquecerei. E então, tudo ficou escuro como se eu estivesse caindo em um sono profundo, e quando acordei, estava aqui. 

Nessa floresta, nesse lugar… Parei, ofegante de tanto correr, eu precisava voltar, Issac precisava de mim.

— Onde eu estou?! — Disse, tensa, olhando ao redor. Para onde ir?! Onde eu deveria correr?! Para onde? E, estava o fim dessa trilha?! Então, cansada, me sentei na pilha de folhas secas, e fechei os olhos:

— Eu estou tentando voltar para você, mas, eu não consigo. Eu não acho a saída. — Disse, pensando em Issac, cobrindo os meus olhos e chorando intensamente.

Então, algo aconteceu, quando abri os meus olhos, eu vi uma cabana de madeira, e a chaminé, saia fumaça.

— Mas, como... não havia nada até agora. Só pode ser a minha saída... — Exclamei levantando-se e caminhei em direção ao casebre, com fome e com sede, extremamente cansada e angustiada.

Ao chegar na porta de madeira, eu bati, estava fraca. E aquele casebre, era a minha única solução. A porta, se abriu sozinha ao sentir o meu toque, e uma jovem estava cozinhando no caldeirão embaixo da chaminé:

— Oi?! — Disse, sem jeito: —Me desculpe incomodar... Eu… só quero... — E o meu estômago roncou.

— Comer?! Eu sei. Estava te esperando. — Disse a jovem, de cabelos morenos e vestia uma calça bege e uma bota de caçador.

— Me esperando?! Como assim?! — Perguntei, e ela se virou, seus olhos eram azuis-celeste que reluziram ao me ver.

— É você, finalmente, você chegou. — Disse ela, sorrindo, dei um passo para trás. 

O que eu deveria fazer?!

— Eu não te conheço. — Disse, nervosa e desconfiada e dei outro passo. A jovem me olhava como se estivesse ansiosa, mas, muito ansiosa para me encontrar. Havia uma hesitação em seu sorriso, e um brilho no seu olhar que me era familiar: — Talvez, eu tenha me enganado. — Disse, e me virei para sair do casebre, a jovem, apenas disse:

— Camille Johnson, eu sei quem você é. — Disse ela, e ao ouvir o meu nome sendo pronunciado de sua boca, eu me virei. Me soou tão familiar.

— Como sabe o meu nome? — Indaguei, desconfiada.

— Me chame de Moon, eu estive a sua espera. Por muitos anos, antes mesmo de você nascer. Eu estive aqui, pronta para este momento. Não é à toa que chegou em Ligonier. E não é à toa que conheceu o P... Isaac. E também, não é à toa que o despertou o seu coração. — Disse ela, indicando a cadeira e eu hesitei: —Se pensar em fugir, sugiro que se sente e se alimente essa estrada, só dá na minha casa. — Disse ela, e então, eu notei que não importasse quantas vezes eu fosse correr, eu chegaria no mesmo lugar.

Lentamente, caminhei em direção à cadeira de madeira, que estava no canto, puxei e ela rangeu como se há muito tempo não fosse usada.

E ao me sentar, Moon disse:

— Eu, me sinto honrada em tê-la aqui. É provisoriamente, é claro. A sua jornada aqui, é temporária. Contudo, até que tudo esteja alinhado, ficará na melhor estadia que possa usufruir.
Vejamos, estou fazendo um guisado delicioso, espero que goste. — Disse ela, sorrindo e voltando para o caldeirão, mexendo no mesmo ritmo e velocidade.

Renascendo- Vol 2 Histórias para pegar e não largar. Descubra agora