Capitulo 16: "A Lua Vermelha"

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“Uma lua cheia, pode revelar s verdadeira face de uma criatura, uma nova era e uma nova geração, se cria, com a chegada de um novo Alfa.”
Issac:
Eu estava arfando de cansaço, quando, uma dor de cabeça intensa me abateu, eu ajoelhei no chão uivando intensamente, e flash’s começaram a se passar na minha mente, Miguel, correu até mim:
— Madson?! O que ela está mostrando?! — Perguntou ele, e eu uivei mais alto.
— Não é ela... não é... — Disse, em agonia e dor intensa.
— O que esta acontecendo?! Você precisa me falar. — disse Miguel, tentando me conter.
— Não dá!… eu... não consigo... — disse exclamando com dor, imagens de uma emboscada, Camille correndo, podia sentir seu pânico e a sua dor, achando que eu estava morto. : — Eu uivei novamente com a dor intensa e aguda na minha cabeça.
— Precisamos chamar Sarah... — Disse Miguel e eu concordei.
— Vá! Depressa! — Ordenei uivando e as cenas não paravam de surgir, um vento invadiu todo o espaço de treinamento, os vidros do ambiente começaram a vibrar, meu nariz, começou a sangrar intensamente, e eu sentia uma dor insuportável na cabeça.
Não demorou muito, até que Sarah entrou no lugar, e os vidros se quebraram, o vento inundou o espaço, apenas, onde eu estava.
— NÃO VENHA! HÁ UM VENTO! — Gritei, o mais alto comparada a dor insuportável.
As cenas, não paravam de surgir, até que, na última cena, com Lauren me atacando, eu entendi, eu era Camille, ela estava de alguma forma, se comunicando comigo. Todos os cacos de vidros, não caíram sob mim, mas, era impossível, deveriam me cortar por inteiro, eu estava bem abaixo. E quando o vendaval passou e a dor de cabeça cessou, cai no chão e disse:
— Camilla, se comunicou... ela me mostrou… —E eu hesitei, Sarah, correu ao meu encontro.
— Está ardendo em febre! — Exclamou ela, e eu cai sob os seus braços.
— O poder… de Camille... está forte...: —E eu dei uma risada fraca: — Ela está viva...: —E eu sorri para Miguel, e ele me olhou preocupado, e eu adormeci ali mesmo.
Ao acordar, a minha febre já havia passado, mas, não conseguia apagar da memória, de ver Camille ali, pertinho de mim, sentir o que ela estava sentindo. E de repente, eu me senti conectado a ela, disponível para que ela falasse comigo, no momento, em que ela precisasse. Foi assim, até a Lua Cheia, Sarah havia dito que era um sinal, que Lauren iria praticar uma emboscada, por isso, ela iria até o duelo e evitaria qualquer tipo de trapaça. Não havia como contestar, de fato, Lauren iria me matar naquela noite, de um jeito ou de outro. Mas, não me importava, Camille estava viva, e eu precisava dela. Precisava que ela voltasse para mim, para nós, para a sua cidade. Para o seu lar.
E então, ao me aproximar na floresta, Lauren e os outros lobos estavam me esperando, eu estava sem camiseta, pronto para pegar o meu tiitulo, enfim, eu seria o Alfa. Quando, Lauren me avistou, ela colocou as mãos na cintura, e sorriu:
— É um prazer vê-lo, Issac. — Disse ela, e eu olhei ao redor e assenti com a cabeça.
— Gostaria de ter dito o mesmo a você, Lauren.
Contudo, olá a todos. — disse determinado, e ela sorriu.
— Tão agradável, como sempre. Então, vamos começar?! — Disse ela, abrindo os braços e os lobos uivaram.
— Lógico, mas, antes, vamos rever as regras e o ritual?!
— sugeri e ela ergueu a sobrancelha, desconfiada.
— O que está sugerindo?! Que eu não saiba das regras!
— Uivou ela, ferozmente.
— Isto, quem dirá é o conselho, que, inclusive, é uma honra tê-los aqui esta noite. — Disse, fazendo reverência a bancada dos lobos mais fortes que existia no mundo.
Fui cumprimentado com um aceno de cada um, e então, o lobo mais antigo, o ancião, se levantando e disse:
— O garoto está certo, faremos o ritual. Não podem matar propriamente o seu adversário, mas, poder feri-lo. Não podem, mentir, trapacear ou enganar o conselho, estaremos de olho. E a Lua Cheia, iluminará o Alfa, assim, que um de vocês, não tenha mais força para continuar. O poder de Alfa de Lauren, passará a Issac, se, ela cansar e caso, Issac, cansar, os olhos de Lauren acenderão propondo o final dessa batalha e a renovação da liderança a Lauren. — Disse o ancião, e eu sorri.
Lauren, fechou-se o semblante, era obvio que ela conhecia as regas, e era bem possível que não estava gostando de saber que todos os lobos da cateia, agora, saberiam como funcionava o processo da liderança de Alfa.
— Ainda tem mais, pelas regras, os lobos não poderão ver a batalha, será cercado ao redor deles uma muralha impenetrável, lobo que não obedecer morrerá.
Boa batalha. — E ele bateu as mãos, a muralha, surgiu ao nosso redor e os lobos ficaram de fora.
— Parece que é só eu e você agora, Issac. — Disse ela, me desafiando, era obvio que iria me provocar.
— Pois é, muito melhor assim, você não acha?! De acordo, com as regras. — Disse com simplicidade.
— Evidente. Vamos começar com isso. — disse ela, e se transformou em lobo e eu também.
Lauren era uma loba branca, de olhos azuis, enquanto eu, um lobo preto com pelugem áspera, de cores de avelã viva. Rodemos, uivamos e a começamos o combate, Lauren me atacou, pulando por cima de mim, e tentando morder o meu pescoço. Eu desviei, e então, pulei em cima dela, e tentei morder a sua perna.
— Sabe, sempre achei que você fosse fraco. — Rosnou ela, intensamente: — Com o coração despertado, achei que a garota fosse a sua ruína. — disse ela, tentando me provocar.
— Cale a boca! — Disse, vociferando intensamente.
— Ainda me lembro da forma como chegou na nossa família... tão patético... tão autoritário. — Rosnou ela, e eu rosnei novamente.
— Cale a boca! — Vociferei, ela estava tentando me provocar, me fazendo atacá-la.
— Não é à toa que seus pais morreram! — E ela riu, e seu desejo tinha sido realizado, eu pulei em cima dela, e ela mordeu o meu pescoço, eu gritei e uivei intensamente: —Você é fraco! E agora, com os seus sentimentos, não preciso de trapaça. — Disse ela, sorrindo.
— Como você... sabia?! — Falei arfando.
— Tenho ouvidos por todos os lados, seu idiota! — Vociferou ela, e eu não me aguentei, uivei com fúria e pulei em cima dela, ela me chutou para frente com as duas patas e me lançou no chão:
—Você é fraco! Muito fraco! Patético o duelo. — Disse ela, rosnando e eu rosnei novamente.
Lauren pulou novamente pulando em cima de mim, e mordeu a minha pata traseira, sorrindo ela, mordeu a orelha, a dor era insuportável. Dilacerante. E eu, senti que fosse perder. Eu sabia que iria perder.
— Eu posso te matá-lo bem agora, está sentindo?! A dor?! Você merece isso. — disse ela, mordendo a minha orelha e eu uivei com uma dor intensa.
— Cale a boca! — Uivei e ela sorriu e mordeu novamente o meu pescoço, me deixando fraco e com dor, muita dor.
Eu fechei os olhos, eu estava fraco, Lauren havia ganhado, eu não iria conseguir. Não iria conseguir salvar o meu povo. E então, um pensamento se formou em minha mente: lembrei do primeiro dia em que vi Camille, distraída de bicicleta ouvindo música, estava furioso naquele dia, afinal, o meu tio havia me obrigado a ir à escola, eu não queria, eu só queria encontrar a garota, a minha garota. Foi quando, em uma fúria, distrai e não vi Camille vindo, quando vi, estávamos perto demais. O carro acertara precisamente a bicicleta, e tudo o que pensei era em Camille, no bem-estar dela. Então, quando eu a vi, pela primeira vez, quando olhei para os seus olhos, eu soube, era ela. Eu havia encontrado ela. E então, ao pensar em Camille, uma força se ponderou de mim, Lauren estava me olhando com ar de triunfo e eu me levantei, fraco e sangrando muito:
— Nunca fale de Camille outra vez... — disse e eu rosnei, o rosnado ecoou por toda a muralha, e por toda a floresta, eu estava fraco, mas, o amor por Camille me fortaleceu por dentro.
— Você não desiste! Camille morreu. Se foi! Você perdeu! —Disse ela, e eu, pulei em cima dela, e uma fúria se formou em mim, dentro de mim, incontrolável.
Eu mordi Lauren em todos os lugares possíveis, ela desmaiou, e então, eu uivei intensamente, me transformei em humano, e me contorci no chão, a Lua Cheia, acendeu em cima de mim e ficou vermelha, a batalha estava ganha, eu era o mais novo Alfa.
Os portões se abriram, e eu saí com os olhos vermelhos vivos, o Conselho inteiro se levantou e todos se ajoelharam perante mim, toda a cateia, Sarah e Miguel também. E todos, uivaram em uma só voz:
— A partir de hoje, eu declaro que todos sejam livres. Não haverá mais falsidade, nem tão pouco, descaso. Eu prometo, que protegerei vocês, com a minha vida. Mas ninguém, absolutamente ninguém, irá machucar vocês, ou desamparar. Eu venci essa batalha, mas, não a guerra. E eu prometo, que somos uma família unida outra vez, lutarei para sempre para que isso ocorra, e quando, o nosso tão temível inimigo se for, eu prometo, que haverá paz novamente. — disse, e eu uivei mais alto que todos, a Lua Cheia, ficou vermelha, e Miguel gritou:
— HORA DE CELEBRAR! — Gritou ele, e todos os lobos bateram palmas: —AO NOSSO ALFA ISSAC! — E todos em coral, repetiram: “Ao nosso alfa Issac!”.
— A Camille – Pensei, ela havia me salvado mais uma vez, e tudo o que eu queria, era que ela estivesse aqui, comigo.

Renascendo- Vol 2 Histórias para pegar e não largar. Descubra agora