A Lágrima

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Um brilho vistoso
E enclausurado nas pálpebras
Tensas dos meus olhos
Me diz e suplica um favor

Que o ar captura em seu intento,
E transmite todos os sentidos
Que na minha boca são incabíveis
Numa lingua de dor e sofrimento

Como se fosse destino
De uma alma patética, carregar,
Para que agora, possa transbordar
Pelas minhas faces

Uma lástima lágrima
Que dança numa melodia
De passos frenesis
A minha redenção

À aversão
Desta boca seca
Que clamou por uma conclusão
Amarga e ordinária

Mas esta lágrima rasga
O tenuê do peito e do coração
Para bravar covardia
E expressar emoção

Gritar por salvação
Por perdão
Por tudo que por antes
Tive medo de montão

A Poesia E A Vida De Jonas S. di Santo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora