Quero que nossa vida inteira
Se una a um dia de chuva,
Um delírio no frio, uma manta sorrateira,
Que caiba como luva.
No prefácio, devem as gotas clementes
Tocar as ruas tortuosas do largo,
Na pele do gramado, da água, amantes,
Fugindo do gosto amargo.
Porque a água precisa ser pura,
Pulsar no asfalto e dar vida,
Para que eu beba e tenha bravura.
Bravura para anunciar, transparente,
O primitivo deste desejo:
Um soneto solene, simplesmente.
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A Poesia E A Vida De Jonas S. di Santo
Poetry"Em 'A Poesia e a Vida de Jonas S. di Santo', o autor mergulha nas profundezas da emoção humana, explorando os cantos mais sombrios da alma. Cada poema é um reflexo da intensidade das experiências vividas, capturando momentos de melancolia, amor e r...
