Estes dias de verão
Já acabaram fazem alguns dias
Mas eles me olham na cara
E se recusam a sair pelas portas e janelas escancaradas que painho abriu
Preferem dominar todos os cantos dessa casa
Nem mesmo, eu escondendo minha vassorinha
Por trás das portas frágeis dessa casa quente
Copiando minha voinhá falecida quando queria visita chata fora
Trazem tanto à tona seu calor
Que parecem dar e tirar da vida que pouco lhe resta
Por um lado, as paredes de casa agem como órgãos, vivos
Quentes, pulsantes
Que dilatam, contraem, bombeiam tudo
Por outro lado, este calor tanto que é
Verga a linha do gráfico para cima
Que fico tonto e acho que não tem fim
Queima até o que não achava que poderia
E queima tantos
Que quando chove
É quase misericórdia
Parecem as lágrimas de quem se foi
Com pena de quem ainda suporta
Seria feliz, se antes não fosse triste
Se quando arfasse não saisse só calor
Saisse sossego, um pouco de água
E paz
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A Poesia E A Vida De Jonas S. di Santo
Şiir"Em 'A Poesia e a Vida de Jonas S. di Santo', o autor mergulha nas profundezas da emoção humana, explorando os cantos mais sombrios da alma. Cada poema é um reflexo da intensidade das experiências vividas, capturando momentos de melancolia, amor e r...
