Uma Qualquer

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Ela era uma linda mulher
Levava o mesmo sorriso no ar
Mas nunca se desafiava a falar
(Porque nunca pode questionar)

Ela cozinhava sempre de mão cheia
Mas nunca nem ousava degustar
E dizia-se satisfeita sem anseia
(mas a vida a deixava faminta, a suspirar)

Ela amava muito seus filhos
Mesmo que a atenção
Não lhe fosse algo ofertada
(o tempo não lhe deu a chance de ser amada)

E no final das contas,
(porque isso já se foi)
Tudo era o que a tornava a mais linda de todas
Entre as almas ricas
Daquele bairrozinho qualquer,
Daquela cidadezinha qualquer,
Daquela vidinha qualquer
Que poderia ter sido
Como qualquer outra,
Uma qualquer

A Poesia E A Vida De Jonas S. di Santo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora