Capítulo seis:
–– Boa tarde, pois não? –– Verônica sente seu coração acalmar um pouco no peito ao ver uma senhora de aparentemente setenta e poucos anos e não alguém tentando matar elas.
–– Boa tarde, eu me chamo Célia e vim desejar boas vindas ao condomínio, vi que tinha se mudado a pouco tempo. –– A senhora abre um sorriso caloroso.
–– Ah, sim, é realmente faz uns dias em que me mudei pra cá.
–– Ah, minha filha, eu fiquei tão animada quando vi que essa casa foi finalmente comprada, estava a tanto tempo à venda, que por um momento acreditei que talvez o proprietário nunca fosse conseguir vendê-la. –– Verônica sorri amigavelmente para a senhora.
–– Vó, o que a senhora tá fazendo no portão dos outros? –– Um homem de aparentemente vinte e quatro anos, alto, com cabelos cacheados em um tom de castanho claro, olhos verdes, com um estilo meio praiano parou ao lado da senhora. –– Boa tarde moça, desculpa minha Vó, a propósito eu sou o Bernardo! A senhorita é?
–– Heloísa, prazer em conhecê-los!
–– O prazer é meu! –– No momento em que o homem ameaçou pegar a mão de Verônica para levá-la até os lábios, surge ao lado dela Anita dando um leve susto nele que recolhe a mão. Berlinger surpreende a escrivã mais uma vez envolvendo-a em uma espécie de abraço de lado.
–– Amor eu te avisei pra não ficar tirando a aliança pra lavar louça, você saiu rápido e esqueceu! –– Pegando na mão de Verônica, Anita coloca a delicada aliança no dedo anelar da mesma deixando um beijo no anel, fazendo com que o coração da escrivã acelere no peito. –– Boa tarde! Vocês são?
–– Eu me chamo Célia e esse rapaz aqui é meu neto, o Bernardo. –– Anita então desvia o olhar ao garoto que envergonhado abaixa a cabeça murmurando um "eaí!", Berlinger já sabia o nome deles, tinha se aproximado um tempo depois que Verô abriu o portão, porém decidiu interferir quando viu a maneira com que o garoto olhou para Verônica, quem ele pensa que é? Não que estivesse incomodada com quem a escrivã se envolvia ou deixava de se envolver, porém se era para fingirem pelo menos na frente das pessoas serem um casal, a última coisa que ela precisava era da fama de corna.
–– Agatha, prazer! –– Anita estica a mão para que a idosa aperte.
–– Foi bom conhecê-las meninas, qualquer dia desses a gente marca um café da tarde pra que possamos nos conhecer melhor.
–– Claro dona Célia, eu e a Tatá vamos ver se conseguimos organizar pra conseguir marcar.
–– Tchau, minhas filhas!
–– Tchau Helô, foi um prazer conhecer você... –– o jovem tosse nervoso –– vocês!
O sorriso de Anita desapareceu rapidamente quando Verônica fechou o portão, caminhando a passos firmes em direção a sala, onde o celular tocava incessantemente.
–– O que foi Anita?
–– Nada, ué. –– A delegada pega o celular atendendo. –– Oi Glória.
–– Vocês duas são malucas por um acaso? Como é que vão atender a porra do portão e desligam na minha cara?
–– Eu tava certa Glória não era nada demais, era só uma senhora querendo dar as boas-vindas.
–– Mas e se não fosse, hein? O que as duas iriam fazer? Bancar a heroína e tentar se proteger sozinhas? Acordem, não é porque vocês não estão em São Paulo que deixa de ser perigoso, a segurança de vocês vem em primeiro lugar, não podem baixar a guarda.
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Maybe there are colors in my life
FanfictionVerônica nunca imaginou querer tanto que o que ocorreu com Anita mudasse, que o falecimento da delegada não passasse de uma invenção da sua cabeça, mas, infelizmente a delegada tinha morrido, era um fato, ou parecia ser um. Agora a escrivã terá que...
