Capítulo 12

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Capítulo doze:

9 dias...

Berlinger sentia que seu coração poderia facilmente sair do peito, não que poderia ter uma reação diferente, realmente o cartão de Verônica havia mexido com ela e bom, não é como se ela escondesse totalmente a atração que sentia pela escrivã, entretanto qualquer pensamento que pudesse resistir em sua mente se dissolveu ao sentir as mãos de Torres envolver  sua cintura, puxando-a para perto colando seus corpos. Tempos depois sentindo seu pulmão clamar por ar, a contragosto Anita se afasta de Verônica, finalizando o beijo com pequenos selinhos, antes de encostar sua testa na dela, sorrindo, porém ainda de olhos fechados, abrindo-os lentamente encontrando a de cabelos curtos fitando-a com um sorriso singelo nos lábios.

–– Eu adorei as flores! Acho que nunca recebi algo tão lindo Verô. –– A escrivã inicia um pequeno carinho no rosto da loira.

–– Você não imagina o alívio de você ter gostado, eu já conseguia sentir a ansiedade me consumindo.

–– Estava com medo de eu não gostar escrivã? –– Torres revira os olhos –– é, no fim eu estava certa.

–– Certa de que?

–– De que no fim você se apaixonaria por mim. –– Verônica explode em uma gargalhada enquanto Anita deixa as flores e o cartão apoiados na mesa ao lado.

–– Anita pelo amor de Deus, também não é pra tanto.

–– Eu não estou te julgando escrivã, realmente seria impossível você não se apaixonar por mim, eu sou irresistível eu sei!

–– Convencida!

–– Eu diria que apenas percebo o óbvio!

–– O óbvio é? –– Verônica se aproxima de Anita envolvendo-a pela cintura.

–– É! –– Berlinger passa os braços pelo pescoço de Torres, roçando seu nariz no dela como um carinho, encarando-a nos olhos antes de selar novamente seus lábios, era como voltar para casa depois de muito tempo longe, um encaixe perfeito, para Verônica era como ter finalmente encontrado o que faltava, todavia não a entenda mal, amava com todo o seu ser os frutos de seu casamento com Paulo, porém por outro lado nunca havia sentindo por ele o que sente por Anita, o seu casamento foi cercado por companheirismo e parceria, desde a época onde apenas eram namorados, porém sempre sentiu que faltava algo, talvez o fervor da paixão que nunca esteve presente, já com a delegada era completamente diferente, sempre tiveram química, era como um ímã que a puxava para perto sem ter ao certo como fugir, sempre escutou que a linha que existia entre o ódio e o amor era tênue, mas nunca esperou viver algo assim, avassalador desta maneira, que lhe tirasse o ar e impossibilita de mensurar com precisão sua força, estava perdida para ser sincera, totalmente perdida naqueles olhos azuis e sorriso que era capaz de cessar a mais sangrenta das guerras, da personalidade considerada difícil até a risada contagiante, não havia maneira de se proteger contra isso, de impedir algo tão natural de seguir seu rumo, seria a mesma coisa que tentar barrar o fluxo de um rio, mais cedo ou mais tarde conseguiria voltar a seguir seu curso, era inevitável. Afastando-se de Verônica, Anita se vira para atender o celular que tocava incessantemente mostrando o visor com o nome de Glória, porém antes de atender a loira rouba um selinho de Torres que envergonhada abaixa a cabeça.

–– Oi Glória, pode falar.

–– Meninas eu vou conseguir o colar até amanhã e quando ficar pronto peço pra entregarem ai, tudo bem? Mas a previsão é de que de manhã mesmo, estamos tentando conseguir o mais rápido possível.

–– Sim!

–– Anita, Verônica não está perto de você? Ela tá quieta.

–– Tô aqui sim Glória, só estou meio distraída.

Maybe there are colors in my lifeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora