Pesada sinto-me, o travesseiro me engole!
Caio num abismo toda vez em que levanto-me,
Nunca mais senti o gosto da comida, parece areia.
O que gosto? Não sei, o prazer nunca mais veio!
Em minha cadeira sento-me, uma tela me ilumina
Minuto após minuto, ah, já é de noite? Enfim.
Mente vazia, alma limpa? Talvez. Vontade? O que é?
Agonizando sozinha, a escuridão deve ser melhor.
Não sinto a um tempo, nada sai de minha caneta.
Até parece que meus dedos quebrados estão!
Eles estouram meus tímpanos, poderei ser normal?
Quero brincar, mas todos temem a mim. Isso dói.
Minha cabeça dinamite, o pavio já queimou à muito!
Corpo trêmulo de defunto, imóvel estás!
Olhos lacrimejado, aos prantos se estabelece!
Afundar em angústia estou, coração não bate mais!
Sussuros ensurdecerdores, olhares que perfuram;
Dentro ou fora de casa, me perseguem-me;
Quero sentir-me humano, mas não deixam!
Quero conseguir viver, mas também não quero mais.
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Jardim de Palavras
PoetryDo solo da mente as plantas de tinta surgem, desabroxam em letras e se formam palavras. Com tantas palavras e sentimentos, elas dançam ao som dos ventos que levam-as corações daqueles que desejam ouvi-las e lê-las. Um acúmulo de palavras e senti...
