Demônio amedrontado

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Teu coração conta-me que está assustado,
Vejo o medo em teu rosto, teus olhos não mentem!
Tua confusão te levará a minha boca, sem escapar!
Teu coração te trará para sangue ou para o amor?

Por que choras aos montes, cordeiro amedrontado?
O pavor leva-te ao abismo, irás amá-lo? Coitado!
Segurou-se bem até agora, cairá ao vazio logo.
Porém, onde está a perdição de teus olhos? Cadê?

Apenas um lampejo em meio ao teus caminhos,
Únicamente, mas juntou-se a ela, agora multiplicam
Era-se uma, agora já são cinco luzes? Que absurdo!
Segura em teus braços duas que se foram, deixe-as!

Por que persiste? Deixa ir, a escuridão é melhor
Sabes que mentem para ti, não achas o suficiente?
Contam fábulas para destrair-te! Deixe-os ir logo!
Estão preocupados consigo mesmos, te odeiam, veja!

Ninguém enxerga teu sorriso em meio ao breu,
Estúpidez, isso que é! A multidão engole as risadas,
Está perdida, coração não palpita mais, não amas.
Chuva de ferro em sua cabeça, não da pra sair mais.

Como mortos lampejos insignificantes levantam-te?
Crês em vozes falsas em tua mente, não ouve nada!
O anseio de um inseto continuar, sem sentido algum!
Tu não és mais aquele cordeiro, acorde! Volte a ser.




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