Sem nome

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Que desse espelho observo, que vejo nele?
Nada além do mundano, o que não tem nome
A cor disso é assim tão severo? Que se foda a pele
Nem sei nesse plano, minha mente fica em fome

Olha-me, não sei sequer qual é meu verdadeiro.
Nesse mundo reflete a mim, eu só fujo a ti.
Rasga-me, que tal fazer o carmesim aventureiro?
Pois, assim, realizarei o dever de contar o que vi.

Esse vai e vem me deixa tonta, to hipnotizada.
Tô quase lá na ponta e vou chegar ao chão.
Não bato asas, só tenho as dores; atormentada.
Pelo próprio consciente, sem determinação.

Para viver, ser quem quer que seja. Quem liga?
Tal criatura não deixa que veja, sem ser nomeada.
Do papel tenho valor, lá o topo da hierarquia.
Pois tal sem nome, apenas quer ser poeta.

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⏰ Última atualização: Jan 29, 2025 ⏰

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