Que desse espelho observo, que vejo nele?
Nada além do mundano, o que não tem nome
A cor disso é assim tão severo? Que se foda a pele
Nem sei nesse plano, minha mente fica em fome
Olha-me, não sei sequer qual é meu verdadeiro.
Nesse mundo reflete a mim, eu só fujo a ti.
Rasga-me, que tal fazer o carmesim aventureiro?
Pois, assim, realizarei o dever de contar o que vi.
Esse vai e vem me deixa tonta, to hipnotizada.
Tô quase lá na ponta e vou chegar ao chão.
Não bato asas, só tenho as dores; atormentada.
Pelo próprio consciente, sem determinação.
Para viver, ser quem quer que seja. Quem liga?
Tal criatura não deixa que veja, sem ser nomeada.
Do papel tenho valor, lá o topo da hierarquia.
Pois tal sem nome, apenas quer ser poeta.
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Jardim de Palavras
PoesíaDo solo da mente as plantas de tinta surgem, desabroxam em letras e se formam palavras. Com tantas palavras e sentimentos, elas dançam ao som dos ventos que levam-as corações daqueles que desejam ouvi-las e lê-las. Um acúmulo de palavras e senti...
